Lição 02 Adultos: “A fé de Abrão nas promessas de Deus”/ EBD 2 Trimestre 2026

Lição 10 Adultos: “A Experiência Transformadora de Jacó”/ EBD 2 Trimestre 2026

CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA

  1. JEOVANE SANTOS.

DESCOMPLICADA: LIÇÃO 2 ADULTOS:A fé de Abrão nas promessas de Deus”.

Introdução

Da Lição:
Abrão e seu sobrinho Ló saíram juntos de Ur dos Caldeus. O Senhor era com Abrão e sua casa; e seu sobrinho também desfrutou de uma grande prosperidade. Depois de retornarem do Egito, Abrão e Ló precisaram se separar, pois não havia mais espaço para os seus animais pastarem juntos, o que gerou contenda entre seus pastores. Depois de se separarem, Deus prometeu a Abrão que sua semente seria como o pó da terra e que lhe daria todo aquele lugar por herança.

Explicação do Pastor:
A introdução nos apresenta um momento crucial na vida de Abrão: a separação de Ló. Essa decisão, embora difícil, foi necessária para que Abrão pudesse seguir plenamente o propósito de Deus. Muitas vezes, Deus nos chama a deixar para trás certas relações ou situações que podem atrapalhar nosso crescimento espiritual. A promessa de Deus a Abrão nos lembra que Ele é fiel para cumprir o que promete, independentemente das circunstâncias.

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I – ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ

  1. Contenda entre os pastores

Da Lição:
Devido à riqueza de Abrão e de Ló, no retorno para Canaã, a terra onde estavam acampados não comportava as famílias do tio e do sobrinho: “[…] porque sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos” (Gn 13.6). É importante ressaltar que Deus já havia alertado a Abrão que ele deveria sair de sua terra e da sua parentela (Gn 12.1). Longe da família e dos seus conhecidos, Abrão teria a sua fé lapidada por Deus.

Explicação do Pastor:
A contenda entre os pastores de Abrão e Ló revela como a prosperidade pode, muitas vezes, gerar conflitos. Mesmo sendo abençoados, é necessário sabedoria para lidar com os desafios que surgem. Deus já havia instruído Abrão a deixar sua parentela, e essa situação foi uma oportunidade para ele obedecer plenamente. Isso nos ensina que, às vezes, Deus permite conflitos para nos direcionar ao centro da Sua vontade.

  1. Abrão e Ló se separam

Da Lição:
Abrão deve ter se entristecido ao constatar que seus pastores e os de Ló estavam brigando por pastagens. Percebendo o problema, o patriarca chamou seu sobrinho e propôs uma solução generosa: que Ló escolhesse primeiro a direção para onde queria ir – se ele optasse pela esquerda, Abrão seguiria para a direita; e, se escolhesse a direita, ele tomaria o caminho oposto.

Dessa forma, o patriarca demonstrou que preferia manter a comunhão do que insistir em seus próprios direitos, confiando que Deus cuidaria de sua porção na terra (Gn 13.8,9). Temos que seguir seu exemplo, pois a Palavra de Deus nos exorta a “se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Agir de maneira pacífica não significa fraqueza ou covardia, mas demonstra o caráter de quem tem uma fé alicerçada em Deus.

Explicação do Pastor:
A atitude de Abrão demonstra humildade e confiança em Deus. Ele abriu mão de seus direitos para evitar conflitos, mostrando que a paz e a comunhão são mais importantes do que a disputa por bens materiais. Isso nos ensina que, como cristãos, devemos buscar a paz em todas as situações, confiando que Deus é quem cuida de nós e nos dá o que precisamos. Abrão sabia que sua verdadeira herança vinha do Senhor, e não das circunstâncias.

  1. As escolhas de cada um

Da Lição:
Ló não buscou a direção de Deus em sua escolha e nem respeitou seu tio. Escolheu somente pela aparência, vendo a beleza da fertilidade da campina do Jordão (Gn 13.10,11). Abrão, homem de fé, temente a Deus, preferiu escolher a terra prometida por Deus, a terra de Canaã: “Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn 13.12,13).

O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quanto ao que Ló escolheu. Contudo, o patriarca teve a bênção de Deus. Isso nos mostra que não devemos decidir nada sem a direção de Deus, nem nos deixar levar pelas aparências. Escolhas sem a orientação divina quase sempre resultam nas piores consequências.

Explicação do Pastor:
A escolha de Ló foi baseada apenas na aparência, sem buscar a vontade de Deus. Isso nos ensina que decisões tomadas sem oração e discernimento podem trazer consequências negativas. Por outro lado, Abrão confiou na promessa de Deus e escolheu a terra que parecia menos atraente, mas que era a terra prometida. Isso nos lembra que a bênção de Deus não está na aparência das coisas, mas na Sua presença e direção. Devemos sempre buscar a orientação divina antes de tomar decisões importantes.

II – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS

  1. Resultados da escolha de Abrão

Da Lição:
Nossas escolhas são opcionais, mas as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis. O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão (Gn 13.14). Ele estava na direção de Deus e agindo de maneira correta. O Senhor o orientou sobre o futuro daquela terra, bem como sobre as consequências de sua submissão à vontade dEle. Em breve, Abrão iria colher os frutos de suas escolhas, “porque tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

Explicação do Pastor:
As escolhas de Abrão refletem sua confiança em Deus. Ele não buscou vantagens pessoais, mas submeteu-se à vontade divina, e isso resultou em bênçãos duradouras. Essa atitude nos ensina que, quando colocamos Deus no centro de nossas decisões, Ele nos guia para o melhor caminho. Mesmo que as consequências não sejam imediatas, a fidelidade a Deus sempre traz frutos no tempo certo.

  1. Resultados da escolha de Ló

Da Lição:
Tempos depois, a terra que Ló escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram cativo com sua família (Gn 14.12). Já imaginou o arrependimento dele por ter escolhido aquela terra? Sua escolha não teve a direção de Deus. Agora Ló estava colhendo aquilo que ele havia semeado.

Explicação do Pastor:
A escolha de Ló foi baseada apenas na aparência e na conveniência, sem buscar a direção de Deus. Isso nos ensina que decisões tomadas sem oração e discernimento podem trazer consequências desastrosas. Ló escolheu o que parecia ser a melhor opção, mas acabou enfrentando dificuldades e perigos. Essa história nos alerta a sempre buscar a orientação divina antes de tomar decisões importantes, pois nem tudo o que parece bom aos olhos humanos é realmente bom aos olhos de Deus.

  1. A atitude de Abrão para com Ló

Da Lição:
Quando Abrão tomou conhecimento do que havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e todos os seus empregados em defesa de Ló. A atitude do patriarca demonstrou que ele não tinha nenhum tipo de ressentimento quanto à escolha de Ló. Abrão pelejou em favor de seu sobrinho e libertou ele e a todos que foram levados cativos (Gn 14.14-16). O “pai da fé” confiava em Deus e sabia o momento certo de agir. Precisamos orar, confiar no Senhor, mas também agir no momento certo.

Explicação do Pastor:
A atitude de Abrão demonstra um coração perdoador e generoso. Mesmo após a escolha egoísta de Ló, Abrão não guardou ressentimentos e agiu para resgatar seu sobrinho. Isso nos ensina que devemos estar dispostos a ajudar, mesmo aqueles que, em algum momento, nos prejudicaram. Abrão confiava em Deus e sabia que a fé deve ser acompanhada de ações no momento certo. Ele nos dá um exemplo de como equilibrar oração, confiança e atitude.

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III – OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO

  1. Abrão, um construtor de altares

Da Lição:
Além de ser um homem de fé e obediência, Abrão era um adorador. Ele levantou altares, quando passava pelos lugares em consagração e adoração ao Senhor. A Bíblia registra a construção de quatro altares por Abrão. Abrão construiu o primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Essa era uma das cidades de refúgio. O altar em Siquém foi erguido em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas que recebeu. Ali Deus apareceu a Abrão e lhe prometeu que daria aquela terra à sua descendência (Gn 12.7).

Explicação do Pastor:
Os altares de Abrão simbolizam sua comunhão com Deus e sua gratidão pelas promessas recebidas. O altar em Siquém nos lembra que devemos sempre reconhecer e agradecer a Deus pelas bênçãos em nossas vidas. Assim como Abrão consagrou aquele lugar ao Senhor, devemos consagrar nossas vidas e nossos momentos de vitória a Deus, reconhecendo que tudo vem dEle.

  1. Mais um altar

Da Lição:
Abrão também construiu um altar em Betel (que significa Casa de Deus) e ali invocou o nome do Senhor (Gn 12.8). Ele sabia o que era estar na “Casa de Deus”. Não era só um homem de fé, mas um adorador por excelência. Hoje, há muitos crentes que não dão valor à Casa de Deus, ao lugar escolhido e consagrado para adorá-lo. Mas congregar é um dever de todo cristão fiel (Hb 10.25).

Explicação do Pastor:
O altar em Betel nos ensina sobre a importância de estar na presença de Deus. Abrão era um adorador que buscava a comunhão com o Senhor em todos os lugares por onde passava. Hoje, muitos negligenciam a importância de congregar e adorar a Deus na “Casa de Deus”. No entanto, a comunhão com os irmãos e a adoração coletiva são fundamentais para o fortalecimento da fé e para vivermos em unidade.

  1. O altar em Hebrom e Moriá

Da Lição:
É interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu sobrinho Ló separou-se dele. Tal fato nos lembra que, em nossa jornada, devemos viver em união: “Oh!, quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união […]” (Sl 133.1). Precisamos permanecer no amor fraternal (Hb 13.1). O altar construído em Moriá foi o que mais lhe causou preocupação na alma, pois ele teria que sacrificar seu filho da promessa, Isaque, nesse altar (Gn 22.9).

Deus provou a fé de seu amigo. Não foi fácil para o patriarca ouvir aquela determinação. Imagine o coração do pai quando o filho perguntou: “Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.6,7). A resposta do patriarca demonstrou toda a sua confiança em Deus. Ele afirmou: “[…]

Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho […]” (Gn 22.8). Tal acontecimento não foi uma encenação. Foi uma prova real que revelou a obediência e a fé do patriarca.

Explicação do Pastor:
O altar em Moriá representa o momento mais difícil da vida de Abrão, quando Deus pediu o sacrifício de Isaque. Esse episódio nos ensina que a fé verdadeira é provada em momentos de grande dificuldade. Abrão confiou plenamente em Deus, mesmo quando tudo parecia contrário. Sua resposta a Isaque – “Deus proverá” – é um exemplo de confiança inabalável no Senhor.

Assim como Abrão, devemos estar dispostos a obedecer a Deus, mesmo quando não entendemos completamente Seus planos, confiando que Ele sempre proverá o melhor para nós.

Conclusão

Da Lição:
Como homem de fé, Abrão tinha um relacionamento com Deus. E em cada fase de sua jornada, boa ou difícil, ele sempre construía um altar de adoração ao Senhor. Abrão nos ensina a respeito da fé e da adoração genuína a Deus. Que assim como fez Abrão, venhamos erguer altares ao nosso Pai em gratidão e adoração por tudo que Ele é e tem feito por nós.

Palavras Finais do Pastor:
A vida de Abrão nos ensina que a fé e a obediência a Deus devem ser acompanhadas de adoração e gratidão. Em cada etapa de sua jornada, Abrão reconhecia a presença de Deus e erguia altares como sinal de sua comunhão com o Senhor. Que possamos aprender com ele a confiar em Deus, a tomar decisões baseadas em Sua direção e a adorá-Lo em todas as circunstâncias, sabendo que Ele é fiel para cumprir Suas promessas.

TEXTO EXTRA

A fé de Abraão nas promessas de Deus é um dos aspectos mais marcantes de sua vida. Deus prometeu a Abraão que ele seria pai de uma grande nação e que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu (Gn 15.5). Apesar das circunstâncias adversas, como sua idade avançada e a esterilidade de Sara, Abraão creu na palavra de Deus. Essa confiança foi considerada justiça diante do Senhor (Gn 15.6). A fé de Abraão não estava baseada em suas próprias capacidades, mas na fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas.

No entanto, a caminhada de fé de Abraão não foi isenta de dúvidas e desafios. Ele enfrentou momentos de incerteza, mas sempre retornava à confiança em Deus. Um exemplo disso é o pacto que Deus fez com Abraão, reafirmando Suas promessas e estabelecendo um sinal visível: a circuncisão (Gn 17.10-11).

Esse pacto demonstrava que Deus era fiel e que Sua aliança com Abraão era eterna. A história de Abraão nos ensina que a fé não é a ausência de dificuldades, mas a confiança em Deus apesar delas. Ele nos mostra que, mesmo quando as promessas parecem impossíveis, podemos confiar no caráter e no poder de Deus.

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