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Lição 1 Juvenis: “Período Intertestamentário”- EBD 2 Trimestre 2025

CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA

  1. JEOVANE SANTOS.

DESCOMPLICADA: LIÇÃO 1 JUVENIS: Período Intertestamentário“.

Leitura Bíblica em Classe

  • Esdras 1.1-5: Este trecho descreve o decreto de Ciro, rei da Pérsia, permitindo que os judeus retornassem a Jerusalém para reconstruir o templo. Este evento marca o início de uma nova fase na história de Israel, simbolizando a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas.
  • Lucas 2.1-7: A narrativa do nascimento de Jesus em Belém, durante o censo decretado por César Augusto, conecta o Antigo Testamento ao Novo, mostrando o cumprimento das profecias messiânicas.

A Mensagem

Ed 8.31: “E partimos do rio de Aava, no dia doze do primeiro mês, para irmos para Jerusalém; e a boa mão do nosso Deus estava sobre nós e livrou-nos da mão dos inimigos e dos que nos armavam ciladas no caminho.”

Explicação do Pastor: Este versículo destaca a proteção e a orientação divina durante a jornada de retorno a Jerusalém. A expressão “a boa mão do nosso Deus estava sobre nós” é um lembrete constante da fidelidade e cuidado de Deus com Seu povo, mesmo em tempos de adversidade.

Introdução

Da Lição: Ao estudar sobre a trajetória do povo de Israel, talvez você se indigne com os seus sequenciais desvios, sempre necessitando sofrer drásticas consequências para novamente se voltar para o Senhor.

Explicação do Pastor: A história de Israel é uma lição contínua sobre a necessidade de fidelidade a Deus. Assim como Israel enfrentou consequências por seus desvios, somos chamados a refletir sobre nossa própria caminhada espiritual. A Nova Aliança nos oferece um relacionamento direto com Deus através de Jesus Cristo, mas isso requer um compromisso constante de busca e obediência.

Da Lição: Contudo, mesmo debaixo da Nova Aliança, se não buscarmos constantemente a Cristo, corremos o mesmo risco.

Explicação do Pastor: A vida cristã é uma jornada de crescimento contínuo. Temos acesso ao Santo dos santos e à sabedoria de Deus por meio do Espírito Santo e da Bíblia. É essencial que não tomemos isso como garantido. Devemos nos examinar regularmente, buscando corrigir nossos caminhos e nos alinhar com a vontade divina.

Da Lição: Faça sempre uma autoanálise de sua trajetória e corrija-se para não ser um cristão oscilante. Foi lhe dado acesso ao Santo dos santos, a toda sabedoria insondável, por meio do Espírito Santo e da sua Palavra, a qual você tem tão fácil acesso. Não desperdice esta dádiva!

Explicação do Pastor: A autoanálise espiritual é vital para evitar a oscilação em nossa fé. Devemos valorizar o acesso que temos à presença de Deus e à Sua Palavra, usando esses recursos para fortalecer nossa caminhada cristã. Que possamos viver de maneira que reflita a graça e a verdade de Cristo em todas as áreas de nossas vidas.

I – Período do Segundo Templo

Contexto Histórico

Da Lição: O Período Interbíblico ou Intertestamentário refere-se ao intervalo de 400 anos entre os acontecimentos finais do Antigo Testamento e o início do Novo Testamento.

Explicação do Pastor: Este período é muitas vezes chamado de “silencioso” devido à ausência de novos textos bíblicos, mas foi uma época de intensa atividade histórica, cultural e religiosa. Durante esses 400 anos, o cenário mundial passou por transformações significativas que prepararam o caminho para a vinda de Cristo.

Retorno e Reconstrução

Da Lição: Tal momento foi marcado principalmente pelo retorno de muitos judeus a Jerusalém, depois do exílio na Babilônia (400 a.C), bem como pela reconstrução dos muros da cidade e da Casa de Deus.

Explicação do Pastor: O retorno dos judeus e a reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém simbolizam a restauração da identidade e da esperança do povo de Deus. Sob a liderança de figuras como Esdras e Neemias, os judeus não apenas reconstruíram estruturas físicas, mas também renovaram seu compromisso espiritual com Deus. Este período de reconstrução foi crucial para reestabelecer a adoração e a lei mosaica como centrais na vida judaica.

O Período do Segundo Templo

Da Lição: Historicamente, esses quatro séculos de acontecimentos também é denominado como ‘Período do Segundo Templo’, já que tal reconstrução foi um marco extremamente importante para o povo de Deus após o exílio (Cf. Ag 2.1-9).

Explicação do Pastor: O Segundo Templo tornou-se o centro da vida religiosa judaica, simbolizando a presença contínua de Deus entre Seu povo. Durante este período, o templo foi um ponto de convergência para a adoração, sacrifícios e festivais religiosos. No entanto, o povo de Deus também enfrentou desafios, como a influência de culturas estrangeiras e o surgimento de novas seitas judaicas, que moldaram o contexto no qual Jesus nasceu.

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Reflexão Teológica

O Período do Segundo Templo nos ensina sobre a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas, mesmo em tempos de aparente silêncio. A reconstrução do templo e a preparação do caminho para o Messias demonstram que Deus está sempre operando nos bastidores da história para realizar Seu plano redentor. Para nós, é um lembrete de que, mesmo quando não vemos ou ouvimos claramente, Deus está trabalhando para nosso bem e para a expansão de Seu Reino.

II – Cenário Sociopolítico e Cultural

Proteção Divina em Meio à Desobediência

Da Lição: Ao estudarmos a história do povo escolhido, fica muito evidente o zelo do Senhor e o cumprimento de sua promessa de jamais destruí-lo inteiramente (Cf. Jr 46.28).

Explicação do Pastor: A história de Israel é um testemunho da fidelidade de Deus, que, mesmo diante da desobediência do povo, nunca os abandonou completamente. Essa proteção divina é um tema recorrente nas Escrituras, mostrando que Deus sempre preserva um remanescente fiel, cumprindo Suas promessas de redenção e restauração.

Influências Culturais e Políticas

Da Lição: Ao longo dos séculos, os judeus foram dominados pelos persas, gregos e romanos, influências que repercutiram em mudanças importantes na cultura, política, religião e linguagem.

Explicação do Pastor: Cada império que dominou Israel deixou uma marca duradoura na sociedade judaica. Os persas permitiram o retorno e a reconstrução do templo, enquanto os gregos introduziram a cultura helenística, que influenciou a língua e a filosofia. Os romanos, por sua vez, estabeleceram uma estrutura política que afetou a vida cotidiana dos judeus. Essas influências prepararam o cenário para o ministério de Jesus e a propagação do Evangelho.

1. Paganismo em Samaria

Da Lição: Após o Reino do Norte ser tomado pela Assíria, Samaria passou a ser habitada por povos pagãos, intensificando as diferenças entre judeus e samaritanos.

Explicação do Pastor: A miscigenação cultural e religiosa em Samaria criou um ambiente de tensão e hostilidade entre judeus e samaritanos. Os samaritanos adotaram uma forma sincrética de adoração, que os judeus consideravam impura. Essa divisão étnica e religiosa persistiu até os tempos de Jesus, influenciando as interações sociais e religiosas.

2. Oposição Samaritana

Da Lição: Samaritanos tentaram atrapalhar a reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém.

Explicação do Pastor: A oposição samaritana à reconstrução de Jerusalém reflete as tensões políticas e religiosas da época. Apesar das dificuldades, a determinação dos judeus, liderados por Esdras e Neemias, exemplifica a importância de perseverar na obra de Deus, confiando em Sua proteção e provisão.

3. Judeus X Samaritanos

Da Lição: A divisão entre judeus e samaritanos ainda era evidente nos tempos de Jesus.

Explicação do Pastor: Jesus desafiou as normas culturais ao interagir com os samaritanos, promovendo uma mensagem de reconciliação e amor. Ao usar samaritanos como exemplos de fé e bondade, Jesus ensinou que a verdadeira adoração e serviço a Deus transcendem barreiras étnicas e religiosas. Sua mensagem de salvação para todos os povos subverteu as expectativas e preconceitos de Sua época, destacando que a luta do cristão não é contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal.

Reflexão Teológica

O cenário sociopolítico e cultural do Período Intertestamentário nos ensina sobre a soberania de Deus em preparar o caminho para a vinda de Cristo. Mesmo em meio à desobediência e às influências estrangeiras, Deus preservou Seu povo e cumpriu Suas promessas. Jesus veio para derrubar barreiras e chamar todos a um relacionamento restaurado com Deus, mostrando que Seu Reino é para todos, independentemente de origem ou passado.

III – Os Invasores Como Instrumentos de Deus

1. Os Persas

Da Lição: Um dos marcos do período persa na sociedade judaica é a celebração da festa de Purim, em lembrança ao livramento dado pelo Senhor ao seu povo, quando Hamã tentou exterminar os judeus (Et 9.17-32).

Explicação do Pastor: A ascensão do Império Persa marcou o início de uma nova era para os judeus, permitindo seu retorno a Jerusalém e a reconstrução do templo. A história de Ester e a celebração de Purim exemplificam como Deus pode usar nações estrangeiras para proteger e preservar Seu povo. Mesmo em meio a ameaças de aniquilação, Deus demonstrou Sua fidelidade e poder, transformando planos malignos em ocasiões de celebração e gratidão.

2. Os Gregos

Da Lição: A cultura grega teve uma influência profunda sobre a Palestina durante a era helenística. Foi nesse período que os textos do Antigo Testamento foram traduzidos para o grego, formando a Septuaginta.

Explicação do Pastor: A influência grega trouxe mudanças significativas à sociedade judaica, incluindo a disseminação da língua e cultura helenísticas. A tradução da Septuaginta foi crucial, pois tornou as Escrituras acessíveis a um público mais amplo, preparando o caminho para a disseminação do Evangelho. O uso do grego como língua franca facilitou a comunicação e a expansão do cristianismo no mundo mediterrâneo. A interação entre judeus e gregos é evidenciada no Novo Testamento, refletindo um mundo cada vez mais interconectado.

3. Os Romanos

Da Lição: Foi por meio de um decreto do romano César Augusto que José e Maria foram a Belém, onde Jesus nasceu, cumprindo a profecia de Miqueias (Mq 5.2, 3).

Explicação do Pastor: O domínio romano trouxe estabilidade política e infraestrutura, como estradas e um sistema legal, que foram fundamentais para a propagação do cristianismo. O censo ordenado por César Augusto, que levou José e Maria a Belém, é um exemplo de como Deus usa eventos políticos para cumprir Suas promessas proféticas. Líderes romanos, como Pôncio Pilatos e Herodes, desempenharam papéis críticos na narrativa do Novo Testamento, demonstrando que mesmo os poderes seculares estão sob a soberania divina.

Reflexão Teológica

A história dos invasores como instrumentos de Deus nos ensina que Ele está no controle de todas as nações e eventos históricos. Mesmo quando parece que forças externas ameaçam o povo de Deus, Ele está operando para cumprir Seus propósitos eternos. A interação com persas, gregos e romanos preparou o cenário para a vinda de Cristo e a expansão do Evangelho, mostrando que Deus pode usar qualquer circunstância para manifestar Sua glória e realizar Seu plano redentor.

IV – O “Silêncio de Deus”

O Silêncio Aparente

Da Lição: Embora o período seja chamado de “400 anos de silêncio”, por não haver registro de profecia escrita, Deus não deixou de se manifestar na história.

Explicação do Pastor: O termo “400 anos de silêncio” refere-se à ausência de novos livros proféticos na Bíblia entre o Antigo e o Novo Testamento. No entanto, isso não significa que Deus estava inativo. Durante esse tempo, Ele continuou a guiar a história e a preparar o cenário para a vinda de Jesus, usando eventos e impérios para cumprir Suas promessas proféticas, como visto nas visões de Daniel que previram a ascensão e queda dos grandes impérios mundiais.

Deus em Ação

Da Lição: Através da história de Simeão, também vemos que a ação do Espírito Santo continuava. O Senhor havia revelado que ele ‘não morreria antes de ver o Cristo do Senhor’.

Explicação do Pastor: Simeão e Ana são exemplos de como Deus continuou a se revelar e a trabalhar na vida de indivíduos fiéis durante esse período. O Espírito Santo estava ativo, comunicando promessas e preparando corações para o advento do Messias. A presença de pessoas como Simeão, Ana, Zacarias e Isabel, que viveram em obediência e expectativa, demonstra que Deus estava cultivando um remanescente fiel, pronto para reconhecer e receber Jesus quando Ele viesse.

A Fidelidade de Deus

Da Lição: Podemos constatar, portanto, que Deus nunca deixou de operar ou de “se mostrar forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele” (2 Cr 16.9).

Explicação do Pastor: Mesmo em tempos de silêncio aparente, Deus continua a operar poderosamente na vida daqueles que são fiéis a Ele. A história de Zacarias e Isabel, por exemplo, mostra que Deus honra a fidelidade e a justiça, abençoando-os com o nascimento de João Batista, o precursor de Cristo. Este período nos ensina que a ausência de novas revelações não significa ausência de Deus. Ele está sempre presente, trabalhando nos bastidores e preparando o caminho para Seus propósitos.

Reflexão Teológica

O “silêncio de Deus” nos desafia a confiar em Sua presença e fidelidade, mesmo quando não vemos sinais imediatos de Sua ação. Ele está sempre ativo, guiando a história e nossas vidas de acordo com Seu plano soberano. Este período nos encoraja a manter a fé e a obediência, sabendo que Deus se revela àqueles que buscam a Sua face com um coração sincero e íntegro.

Conclusão

Ao estudar a trajetória de Israel, somos lembrados de que a fidelidade de Deus permanece inabalável, mesmo diante da infidelidade humana. As Escrituras nos asseguram que Deus não pode negar a Si mesmo (2 Timóteo 2:13), e Suas promessas são certas e verdadeiras. Ele vigia sobre Sua Palavra para cumpri-la (Jeremias 1:12), demonstrando que Seu plano redentor transcende o tempo e as circunstâncias.

Explicação do Pastor

A história de Israel serve como um alerta para nós. Embora Deus tenha sido fiel em preservar e restaurar Seu povo, as consequências da desobediência foram frequentemente dolorosas e severas. Somos chamados a aprender com esses exemplos, escolhendo o caminho da obediência e fidelidade a Deus. Em Jesus Cristo, temos o exemplo perfeito de fidelidade e intercessão. Ele está à direita de Deus, intercedendo por nós (Romanos 8:34), garantindo que, mesmo em nossas fraquezas, temos um advogado que nos sustenta e nos guia.

Portanto, que possamos nos comprometer a seguir a Cristo com fidelidade, confiando em Suas promessas e vivendo de acordo com Sua vontade. Ao fazermos isso, não apenas evitamos os erros do passado, mas também experimentamos a plenitude da vida que Deus deseja para nós, sendo testemunhas de Sua graça e amor em um mundo que tanto precisa.

Texto Teológico Extra: A Fidelidade de Deus e Nossa Resposta

A Fidelidade Inabalável de Deus

A fidelidade de Deus é um tema central nas Escrituras, revelando que Ele é constante e imutável em Seu caráter e promessas. Em 2 Timóteo 2:13, Paulo nos lembra que, mesmo quando somos infiéis, Deus permanece fiel, pois Ele não pode negar a Si mesmo. Esta verdade é um alicerce para nossa fé, assegurando-nos que Deus é digno de confiança em todas as circunstâncias. Sua fidelidade é uma manifestação de Sua natureza santa e Sua aliança eterna com Seu povo.

A Soberania Divina e o Cumprimento das Promessas

Deus é soberano sobre a história e os eventos do mundo. Ele vigia sobre Sua Palavra para cumpri-la (Jeremias 1:12), garantindo que Suas promessas se realizem no tempo e da maneira que Ele determinou. A história de Israel, com seus altos e baixos, é uma narrativa de como Deus, em Sua soberania, conduz Seu povo de acordo com Seus propósitos redentores. Mesmo quando Israel falhou, Deus permaneceu fiel, preservando um remanescente e preparando o caminho para a vinda do Messias.

A Responsabilidade Humana

Embora a fidelidade de Deus seja incondicional, somos chamados a responder a essa fidelidade com obediência e fé. A história de Israel nos ensina que a desobediência traz consequências dolorosas, não porque Deus seja infiel, mas porque Ele é justo e santo. Em Cristo, temos o exemplo perfeito de obediência e fidelidade. Ele intercede por nós (Romanos 8:34), capacitando-nos a viver de acordo com a vontade de Deus.

A Vida em Cristo

Em Cristo, somos convidados a participar da nova aliança, baseada na graça e na verdade. Nossa resposta à fidelidade de Deus deve ser uma vida de devoção e serviço, refletindo o caráter de Cristo em tudo o que fazemos. A intercessão contínua de Jesus nos assegura que, mesmo em nossas fraquezas, temos um Salvador que nos compreende e nos sustenta. Ele nos chama a viver em fidelidade, não por obrigação, mas como uma resposta de amor à fidelidade imutável de Deus.

Reflexão Final

A fidelidade de Deus é um convite à confiança e à esperança. Ao vivermos em resposta a essa fidelidade, somos transformados à imagem de Cristo, tornando-nos testemunhas vivas de Sua graça e amor. Que possamos, portanto, escolher o caminho da obediência e da fidelidade, sabendo que Deus é fiel para completar a boa obra que começou em nós.

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Pr. Jeovane Santos: Pr. Jeovane Santos da Igreja Assembleia de Deus na Bahia, Bacharel em Teologia, Pedagogo, Licenciado em Matemática, Pós Graduado em Gestão, Autor do Livro Descomplicando a Escatologia, Criador do Canal Descomplicando a Teologia no YouTube e do Curso Completo Para Professores da EBD

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