CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA
- JEOVANE SANTOS.
DESCOMPLICADA: LIÇÃO 12 JUVENIS: “Cuidado com o Ego e suas Ambições”.
INTRODUÇÃO
Da Lição O apóstolo João, aproximadamente no ano 90 d.C., de Éfeso, escreveu sua terceira carta ao amado Gaio, um cristão proeminente, com o propósito de elogiar por sua hospitalidade e generosidade em receber os missionários enviados, ao passo em que o adverte contra pessoas como Diótrefes (3 Jo 9), o qual fala mal do ministério “e, não contente com isso, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja” (3 Jo 10).
Explicação do Pastor Meus queridos juvenis, que alegria estudar com vocês mais uma lição tão importante! Na Terceira Epístola de João, encontramos dois personagens que nos ensinam lições opostas: Gaio, um cristão fiel, generoso e hospitaleiro, que servia a Deus com amor; e Diótrefes, um homem egoísta e ambicioso, que buscava apenas os próprios interesses, falava mal dos líderes e impedia o avanço da obra de Deus. E aqui está o grande ensinamento desta lição: o ego, o “eu”, quando não é controlado, pode se tornar uma força destrutiva na nossa vida. O egoísmo é extremamente perigoso, porque ele nos leva a endeusar a nós mesmos, a acreditar que as nossas escolhas são superiores a tudo e a todos. Por isso, o alerta bíblico é claro: cuidado com o ego e suas ambições! Que o Senhor guarde o nosso coração do egoísmo.
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I – O CRISTÃO VERDADEIRO
- Fiel em tudo
Da Lição João elogia seu amigo Gaio, dizendo que ele é fiel em tudo. Por óbvio, não significava que ele não cometesse pecados, mas que ele procurava, com todas as suas energias, fazer a vontade de Deus. Ele não era apenas bem-intencionado, mas se conduzia de maneira apropriada, cristã, sincera, sem causar escândalos ao Evangelho.
Naquela época, em que não havia redes sociais, nem mídia, as notícias se difundiam com menor intensidade e rapidez, bastante diferente dos dias atuais, mas, mesmo assim, chegou ao conhecimento do apóstolo João, com “cores vívidas”, o bom testemunho de Gaio e o amor com que servia a Deus. A pergunta que não quer calar é: Será que nossas redes sociais glorificam a Deus? Será que as informações que são “publicadas”, “curtidas” e “compartilhadas” sobre nós têm o mesmo bom cheiro de Cristo daquilo que se dizia sobre Gaio?
Explicação do Pastor Irmãos, vejam que exemplo maravilhoso de Gaio! Ele era fiel em tudo, não porque fosse perfeito, mas porque procurava, com todas as suas energias, fazer a vontade de Deus. Ele não era apenas bem-intencionado; ele se conduzia de maneira apropriada, cristã e sincera, sem causar escândalos ao Evangelho. E reparem num detalhe interessante: mesmo sem redes sociais, sem mídia, o bom testemunho de Gaio chegou ao conhecimento do apóstolo João.
A sua fama era de um servo fiel e amoroso. E aqui vem a pergunta que não quer calar: será que as nossas redes sociais glorificam a Deus? Será que aquilo que publicamos, curtimos e compartilhamos tem o mesmo bom cheiro de Cristo que se dizia de Gaio? Jovens, o nosso testemunho fala mais alto do que as nossas palavras. Que possamos ser conhecidos, como Gaio, pela nossa fidelidade e pelo nosso amor a Deus.
- Ama indistintamente
Da Lição O padrão de amor de Gaio também glorificava a Deus, pois ele cuidava bem tanto de judeus como de estrangeiros, afinal quem ama como Jesus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Tg 2.1,9; 1 Pe 1.17). Será que o meu e o seu jeito de amar as pessoas traz alegria ao Senhor?
Explicação do Pastor Meus queridos, o amor de Gaio não era seletivo. Ele cuidava bem tanto dos judeus quanto dos estrangeiros, porque quem ama como Jesus não faz acepção de pessoas. E essa é uma marca do verdadeiro cristão: amar sem distinção, sem preferências, sem exclusões. O egoísta ama apenas aqueles que lhe trazem vantagem, mas o servo de Deus ama como Jesus amou, de forma incondicional. E aqui está uma pergunta que precisamos fazer a nós mesmos: será que o meu jeito de amar as pessoas traz alegria ao Senhor? Será que eu trato a todos com o mesmo amor e respeito, independentemente de quem sejam? Jovens, o amor verdadeiro não faz acepção de pessoas. Que possamos amar como Gaio, como Jesus, de forma generosa e sem distinção, porque esse é o amor que glorifica a Deus.
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II – OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS
- Sede pelo poder
Da Lição Diótrefes, um homem que se dizia cristão, no primeiro século, mas não conhecia a Deus, pois fazia o mal (3 Jo 11), não queria apenas ser grande, e sim o maior. Era arrogante e orgulhoso. Parecia o próprio Diabo. Esse obreiro não detinha as qualidades de um discípulo do Senhor Jesus e, por tal razão, o apóstolo João faz declarações fortes contra ele. Temos nós, também, que sermos cuidadosos para que a nossa vaidade pessoal, as nossas ambições, não conflitem com os interesses do Reino de Deus.
Explicação do Pastor Irmãos, aqui vemos o retrato de Diótrefes, um homem que se dizia cristão, mas não conhecia a Deus. Ele não queria apenas ser grande; ele queria ser o maior. Era arrogante, orgulhoso, dominado pela sede de poder. E reparem no alerta: esse obreiro não detinha as qualidades de um discípulo de Jesus. Jovens, precisamos ter muito cuidado para que a nossa vaidade pessoal e as nossas ambições não conflitem com os interesses do Reino de Deus. O desejo de ser reconhecido, de ocupar posições, de ter destaque não é pecado em si, mas se torna perigoso quando o ego passa a dominar o coração. Quando buscamos apenas a nossa glória, quando queremos ser servidos em vez de servir, estamos seguindo o caminho de Diótrefes. Que o Senhor nos livre dessa armadilha e nos mantenha humildes diante dele.
- Desrespeito aos líderes da igreja
Da Lição A oposição à obra de Deus, feita por Diótrefes, era tão intensa que ele falava mal de João e sequer o recebia; considerava-o, pelo visto, como um inimigo do trabalho do Senhor. Certamente a influência desse pastor fraudulento, que desejava assumir o mais alto posto institucional eclesiástico, estava trazendo alguns prejuízos no andamento da obra missionária, a tal ponto que, segundo alguns teólogos, provavelmente, esta carta foi pessoalmente recepcionada pelas mãos de Demétrio, um obreiro aprovado. Que o Senhor guarde a sua igreja de pessoas inescrupulosas, ambiciosas, rebeldes, murmuradoras, que causam dissensão, divisão, como Diótrefes, as quais buscam apenas os seus interesses (Pv 18.1) e não os interesses de Deus.
Explicação do Pastor Meus queridos, vejam até onde chegou a maldade de Diótrefes. Ele falava mal do próprio apóstolo João, não o recebia, e usava a sua influência para prejudicar a obra missionária. Ele era ambicioso, rebelde, murmurador, e buscava apenas os seus próprios interesses, e não os interesses de Deus. E aqui está um alerta importante para nós: precisamos respeitar e honrar os líderes que Deus colocou sobre a nossa vida. Quando alguém começa a desrespeitar os líderes, a falar mal deles, a semear discórdia, está seguindo o caminho de Diótrefes. Jovens, cuidado com pessoas que causam dissensão e divisão na igreja, cuidado com aqueles que buscam apenas os próprios interesses. Que o Senhor guarde a sua igreja de pessoas inescrupulosas e ambiciosas, e que nós possamos ser instrumentos de unidade e não de divisão.
- Aversão aos companheiros
Da Lição Os maus obreiros, além de terem uma motivação ilegítima, pregarem rebelião contra os ministros de Deus, ainda atuam para impedir que outras pessoas cooperem com aqueles que trabalham na obra do Mestre. Essa aversão acentuada aos companheiros, de maneira a impedir a prosperidade de outros irmãos, demonstra uma total repulsa aos princípios do Reino de Deus. João, por exemplo, ao escrever o Apocalipse afirmou que era “companheiro na aflição, e no reino” (Ap 1.9), bem diferente do sentimento de Diótrefes.
Explicação do Pastor Irmãos, reparem como o egoísmo de Diótrefes era profundo. Ele não apenas buscava os próprios interesses e desrespeitava os líderes; ele também impedia que outras pessoas cooperassem com os que trabalhavam na obra do Mestre. Ele queria ser o único, queria ter o controle, queria impedir a prosperidade dos outros irmãos. E isso demonstra uma total repulsa aos princípios do Reino de Deus. João, ao contrário, declarou que era “companheiro na aflição, e no reino”.
Que diferença! O verdadeiro servo de Deus se alegra com o sucesso dos outros, coopera com os irmãos, trabalha em unidade. Jovens, não sejam como Diótrefes, que impedia o avanço da obra por egoísmo. Sejam como João, companheiros na aflição e no reino, alegrando-se com o progresso do Evangelho e cooperando com todos os que servem ao Senhor.
III – CONSELHOS E CONCEITOS
- Não seguir o mal
Da Lição Após expor a conduta não cristã de Diótrefes, João aconselha que Gaio não siga o caminho trilhado por ele, haja vista que seguir o mal nunca é uma boa opção, pois a pessoa prejudica a si mesma, além de agir contra Deus. Quando alguém pratica o mal, como Diótrefes, ou como Judas, em primeiro lugar demonstra que foi vencido pelo Diabo, abandonou a Cristo e se constituiu como seu próprio senhor.
Explicação do Pastor Meus queridos, João nos dá um conselho precioso: não siga o mal. Seguir o mal nunca é uma boa opção, porque a pessoa prejudica a si mesma, além de agir contra Deus. E reparem numa verdade profunda: quando alguém pratica o mal, como Diótrefes ou como Judas, demonstra que foi vencido pelo Diabo, abandonou a Cristo e se constituiu como seu próprio senhor. Jovens, precisamos fazer escolhas sábias na vida. Não sigam o caminho do mal, não imitem aqueles que agem por egoísmo e ambição, não se deixem levar por pessoas que buscam apenas os próprios interesses. O caminho do mal parece atraente, mas o seu fim é a destruição. Escolham o caminho do bem, o caminho de Deus, porque somente ele conduz à vida e à bênção.
- Quem faz o bem é de Deus
Da Lição João, em seguida, menciona algo singelo, porém profundo: quem faz o bem é de Deus (3 Jo 11). Ou seja, Deus é a fonte de toda bondade, beleza, amor, e, por isso, tudo que envolve bondade, benignidade, tem a ver com o mover de Deus. Por outro lado, os maus – aqueles que agem contra a vontade do Senhor não conhecem a Deus, como Diótrefes. Todos nós temos, diante da vida, escolhas a serem feitas. Bênção ou maldição. Vida ou morte. Cabe a cada um de nós escolher qual caminho seguir.
Explicação do Pastor Irmãos, que palavra profunda e simples ao mesmo tempo: quem faz o bem é de Deus. Deus é a fonte de toda bondade, de toda beleza, de todo amor. Tudo o que envolve bondade e benignidade tem a ver com o mover de Deus. Por outro lado, aqueles que agem contra a vontade do Senhor não conhecem a Deus. E aqui está a grande verdade: todos nós temos escolhas a fazer diante da vida. Bênção ou maldição. Vida ou morte. Cabe a cada um de nós escolher qual caminho seguir. Jovens, essa é a decisão mais importante da vida. Não deixem que o ego, a vaidade e a ambição descontrolada roubem de vocês a bênção de Deus. Escolham o caminho do bem, escolham o caminho de Deus, escolham a vida, porque essa é a escolha que traz alegria ao coração do Pai e bênção para as nossas vidas.
CONCLUSÃO
Da Lição Jesus ensinou: “…qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Lc 14.11). Os que estão no mundo (aqui incluídos os egoístas como Diótrefes) não entendem como o Mestre poderia ensinar valores como esses (Lc 16.14; 1 Co 1.18,19)! Que o Senhor nos dê graça para conservarmos um coração como o de Gaio, a fim de agirmos sem pensar exclusivamente nas nossas preferências.
Explicação do Pastor Meus amados juvenis, ao encerrarmos esta lição, quero deixar uma palavra de exortação no seu coração. Jesus ensinou que aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. O mundo não entende esses valores, porque o mundo prega a exaltação do ego, a busca pelo poder, a satisfação dos próprios interesses. Mas nós, que seguimos a Cristo, somos chamados a viver de forma diferente.
Que o Senhor nos dê graça para conservarmos um coração como o de Gaio, um coração fiel, generoso, amoroso e humilde, a fim de agirmos sem pensar exclusivamente nas nossas preferências. Jovens, cuidado com o ego e suas ambições! Que o orgulho não domine o seu coração, que a vaidade não roube a sua humildade, que a ambição descontrolada não destrua a sua comunhão com Deus. Sejam como Gaio, e não como Diótrefes, porque o caminho da humildade é o caminho da exaltação diante de Deus.
TEXTO EXTRA
Meus queridos irmãos, ao meditarmos nesta lição, somos levados a compreender que o egoísmo é um dos maiores inimigos da vida cristã. O ego, o “eu”, quando não é submetido ao senhorio de Cristo, torna-se uma força destrutiva que nos leva a buscar apenas a satisfação dos nossos próprios interesses, a endeusar a nós mesmos e a desprezar os outros.
A história de Diótrefes nos mostra até onde pode chegar alguém dominado pelo ego: ele falava mal dos líderes, impedia o avanço da obra de Deus, lançava os irmãos fora da igreja, tudo por causa da sua sede de poder e da sua vaidade pessoal. Por outro lado, a história de Gaio nos mostra o retrato do verdadeiro cristão: fiel em tudo, generoso, hospitaleiro, amando sem distinção e servindo a Deus com alegria. E aqui está a grande verdade: todos nós temos escolhas a fazer diante da vida. Podemos seguir o caminho de Diótrefes, marcado pelo egoísmo e pela ambição descontrolada, ou podemos seguir o caminho de Gaio, marcado pela fidelidade, pelo amor e pela humildade.
Portanto, quero convidar cada um de vocês a fazer uma decisão firme neste dia: entregar o seu ego ao controle de Deus. Não permita que a vaidade, o orgulho e a ambição descontrolada dominem o seu coração. Lembre-se das palavras de Jesus: aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.
Busque ser como Gaio, fiel em tudo, amando sem distinção, servindo a Deus com alegria e generosidade. Cuidado com o ego e suas ambições! Que o Senhor nos dê graça para conservarmos um coração humilde, para agirmos sem pensar exclusivamente nas nossas preferências, e para vivermos de forma que o nosso testemunho glorifique a Deus. Porque quem faz o bem é de Deus, e aqueles que escolhem o caminho da humildade e do amor serão exaltados pelo próprio Senhor, que é a fonte de toda bondade e de toda bênção.
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