Lição 13 Juvenis: “Cuidado com o Ego e suas Ambições”/ EBD 3 Trimestre 2026

Lição 13 Juvenis: “Cuidado com o Ego e suas Ambições”/ EBD 3 Trimestre 2026

CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA

  1. JEOVANE SANTOS.

DESCOMPLICADA: LIÇÃO 13 JUVENIS: Lute por sua fé”.

INTRODUÇÃO

Da Lição Judas, que era filho de Maria e José, meio-irmão de Jesus (Jd 1), escreveu esta Epístola em meados dos anos 60 d.C., com o propósito de que os cristãos batalhassem pela fé que tinham recebido de Deus e, para isso, precisavam se achegar a Deus, ter cuidado com ensinos enganosos trazidos por falsos mestres, e, inclusive, reconquistar os duvidosos.

Uma pequena carta, mas com grande valor para a formação de todo cristão. Judas e o apóstolo Pedro conviveram e certamente conversavam (At 1.13,14), convergindo, com o tempo, sobre os grandes problemas dos seus dias. Talvez por isso a Segunda Carta de Pedro e esta Epístola coincidam bastante nas ideias e na abordagem literária: o ensino é denso e direto ao ponto, sem rodeios. Era preciso despertamento!

Explicação do Pastor Meus queridos juvenis, chegamos à última lição deste trimestre, e que tema poderoso Deus nos reservou para encerrar! A Epístola de Judas é uma carta pequena, mas de um valor imenso. Judas, meio-irmão de Jesus, escreveu para exortar os cristãos a batalharem pela fé que receberam de Deus. E reparem num detalhe interessante: Judas pretendia escrever sobre a salvação, mas sentiu a necessidade de alertar os crentes a lutar pela fé.

Isso mostra a urgência daquele momento, e essa urgência continua hoje! Vivemos em dias em que a fé cristã é constantemente atacada, tanto de fora quanto de dentro da igreja. Por isso, precisamos estar atentos, firmes e preparados para defender a fé que uma vez foi dada aos santos. Que esta lição desperte em cada um de vocês o desejo de lutar pela sua fé com coragem e determinação.

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I – A DEFESA DA FÉ

  1. Uma necessidade

Da Lição O escritor anuncia que desejava falar sobre a salvação, entretanto foi direcionado a exortar os irmãos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 3). Nos dias de hoje, tal direcionamento se mantém: é fundamental que a igreja esteja atenta para defender a fé a qualquer instante! A defesa da fé, contudo, só pode ser feita por quem a detém.

O mundo, as forças do mal, sempre irão atacá-la. Cabe, por isso, a nós ser os guardiões desse tesouro de inigualável valor (1 Tm 6.12). Que possamos fazer como Paulo que, no fim dos seus dias, pôde dizer que, após uma vida de lutas, terminou sua carreira permanecendo na fé (2 Tm 4.7).

Explicação do Pastor Irmãos, vejam como Judas foi direcionado por Deus. Ele queria escrever sobre a salvação, mas sentiu que precisava exortar os irmãos a batalhar pela fé. E esse direcionamento se mantém para nós hoje! É fundamental que a igreja esteja atenta para defender a fé a qualquer instante. E reparem numa verdade importante: a defesa da fé só pode ser feita por quem a detém. Você não pode defender aquilo que não possui. Por isso, primeiro precisamos ter a fé genuína, e depois defendê-la.

O mundo e as forças do mal sempre irão atacar a nossa fé, e cabe a nós sermos os guardiões desse tesouro de inigualável valor. Que possamos, como Paulo, chegar ao fim dos nossos dias e dizer que terminamos a carreira permanecendo na fé. Jovens, lutem pela sua fé, guardem esse tesouro precioso que Deus lhes confiou.

  1. A fé genuína

Da Lição A fé mencionada por Judas é uma fé racional, bem fundamentada e salvadora, aquela “que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3), ou seja, a fé verdadeira, dada por Deus (Ef 2.8) e ensinada pelos apóstolos (At 20.27). É por ela que devemos travar uma luta incansável.

Explicação do Pastor Meus queridos, precisamos entender o que é a fé genuína. A fé mencionada por Judas não é uma fé vazia, sem fundamento; é uma fé racional, bem fundamentada e salvadora. É a fé verdadeira, dada por Deus e ensinada pelos apóstolos. E é por essa fé que devemos travar uma luta incansável. Jovens, a nossa fé não pode ser superficial, baseada em sentimentos passageiros ou em tradições vazias.

Ela precisa ser uma fé fundamentada na Palavra de Deus, uma fé que conhece aquilo em que crê, uma fé que resiste aos ataques e permanece firme. Por isso, estudem a Bíblia, conheçam a doutrina, aprofundem a sua fé, porque somente uma fé genuína e bem fundamentada é capaz de vencer as batalhas da vida.

II – PECADO E JUÍZO

  1. Os intrusos

Da Lição Já sabemos que a fé cristã é constantemente atacada, na escola, nos filmes ou nas redes sociais, mas o foco que o escritor traz à tona são as ameaças à fé que vêm de dentro da própria igreja. Como assim? Identificar os ataques “externos”, muitas vezes, é até fácil, mas os ataques “internos”, daqueles de quem não esperamos nos defender, é muito difícil.

Por isso, Judas elenca algumas características desses “intrusos”, que se “infiltraram” em nosso meio e ameaçam a fé. Veja a lista: a) “ímpios” – não têm amor a Deus (Jd 4); b) “convertem em dissolução a graça de Deus” mundanos, carnais (v.4); c) negam a Jesus Cristo – céticos, sem espiritualidade (v.4); d) “adormecidos, contaminam sua carne” – indiferentes, sem temor de Deus (v.8); e) “rejeitam a dominação e vituperam as autoridades” – indisciplinados e rebeldes (v.8);

f) “dizem mal do que não sabem” – mentirosos, propagadores de fake news (v.10); g) “murmuradores” (v.16); h) arrogantes (v.16); i) interesseiros (v.16); j) “causam divisões” (v.19); k) “sensuais” (v.19). Ao fim, Judas conclui a sua listagem com o efeito que é consequência de todos os defeitos anteriores: eles, os falsos mestres, “não têm o Espírito” (v.19). Quem anda na carne, não pode agradar a Deus (Rm 8.5-17).

Explicação do Pastor Irmãos, aqui está um alerta muito importante. A fé cristã é atacada constantemente na escola, nos filmes, nas redes sociais, mas o foco de Judas são as ameaças que vêm de dentro da própria igreja. Identificar os ataques externos é até fácil, mas os ataques internos, daqueles de quem não esperamos nos defender, são muito mais perigosos. E Judas lista as características desses intrusos: ímpios, mundanos, céticos, indiferentes, rebeldes, mentirosos, murmuradores, arrogantes, interesseiros, causadores de divisões, sensuais.

E o pior de tudo: eles não têm o Espírito. Jovens, precisamos ter discernimento para identificar aqueles que se infiltram no meio da igreja com intenções malignas. Nem todo mundo que está dentro da igreja serve a Deus de verdade. Por isso, estejam atentos, conheçam a Palavra e peçam a Deus discernimento, porque quem anda na carne não pode agradar a Deus.

  1. Os exemplos de desobediência

Da Lição Diante de tantas características ruins, Judas nos faz lembrar de três exemplos de desobediência que não terminaram bem. São eles: a) o povo de Israel, o qual foi salvo do Egito, mas os maus morreram no deserto, por causa da incredulidade (Jd 5); b) os anjos caídos, que foram lançados na escuridão e estão atualmente em prisões eternas (v. 6); c) as Cidades de Sodoma e Gomorra, bem como outras ao redor, que, por causa da imoralidade, sofreram “a pena do fogo eterno” (v. 7).

Explicação do Pastor Meus queridos, Judas nos faz lembrar de exemplos que servem de advertência. O povo de Israel foi salvo do Egito, mas os maus morreram no deserto por causa da incredulidade. Os anjos caídos foram lançados na escuridão e estão em prisões eternas. E as cidades de Sodoma e Gomorra sofreram a pena do fogo eterno por causa da imoralidade. Esses exemplos nos mostram uma verdade solene: Deus não deixa o pecado sem castigo.

Ele é amor, mas também é justo, e o pecado sempre traz consequências. Jovens, não brinquem com o pecado, não pensem que podem viver na desobediência sem sofrer as consequências. Os exemplos de desobediência na Bíblia estão ali para nos advertir. Que possamos aprender com os erros do passado e viver uma vida de obediência e temor a Deus.

  1. Os perigos dos falsos mestres

Da Lição A Epístola de Judas, após proferir um “ai” contra os falsos mestres (Jd 11), diz que eles entraram pelo caminho de Caim (inveja), seguiram o engano do prêmio de Balaão (avareza) e pereceram na contradição de Corá (rebeldia). Em seguida, ele denuncia os efeitos da presença desses “intrusos”: a) são manchas em vossas festas de amor (v.12) – eles não possuem amor a Deus, nem ao próximo, mas somente o “amor-próprio”, por isso são uma mácula para a igreja;

b) são nuvens sem água (v.12) – eles geram expectativas frustrantes, enchem de esperanças as pessoas, mas tudo é falsidade; c) árvores murchas, infrutíferas (v.12) – eles são uma perda de tempo, pois é um desperdício cultivar uma árvore e, depois, observar que tudo foi em vão; d) ondas impetuosas do mar (v.13) – ondas que trazem sujeira; e e) estrelas errantes (v.13) – não possuem rumo, rota ou propósito, cujo fim será causar um grande estrago. Observe-se como se faz necessário defender a fé, recebida de Deus, diante dessas ameaças dos falsos mestres.

Explicação do Pastor Irmãos, vejam como Judas descreve os falsos mestres com imagens poderosas. Eles entraram pelo caminho de Caim, marcado pela inveja; seguiram o engano de Balaão, marcado pela avareza; e pereceram na contradição de Corá, marcada pela rebeldia. E os efeitos da presença deles são devastadores: são manchas na igreja, nuvens sem água que frustram as expectativas, árvores murchas e infrutíferas que desperdiçam o tempo, ondas impetuosas que trazem sujeira, e estrelas errantes que não têm rumo nem propósito.

Jovens, cuidado com os falsos mestres! Eles podem parecer atraentes, podem parecer espirituais, mas os seus frutos são de destruição. Por isso, precisamos defender a fé que recebemos de Deus, firmados na Palavra, para não sermos enganados por essas ameaças.

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III – COMO DEFENDER A FÉ

  1. Cuidados pessoais

Da Lição Depois de mencionar os graves problemas causados pelos falsos mestres, Judas apresenta a maneira como o cristão deve defender a sua fé: a) edificando-vos a vós mesmos na fé (Jd 20) – isso significa investir na fé, como, por exemplo, ler bons livros cristãos, dedicando-se para fortalecer a convicção em Cristo Jesus (os discípulos oraram: Senhor, aumenta-nos a fé – Lc 17.5); b) orando no Espírito Santo (v. 20) – significa orar no poder e na força do Espírito, não firmado em palavras “de efeito”, que para nada servem diante de Deus (Lc 18.11); c) conservar-se no amor de Deus (v. 21) e d) esperar na misericórdia de Cristo (v. 21).

Explicação do Pastor Meus queridos, depois de mostrar os perigos, Judas nos ensina como defender a fé. E o primeiro passo são os cuidados pessoais. Precisamos nos edificar na fé, investindo no nosso crescimento espiritual, lendo bons livros cristãos, fortalecendo a nossa convicção em Cristo. Precisamos orar no Espírito Santo, não com palavras de efeito, mas no poder e na força do Espírito.

Precisamos nos conservar no amor de Deus e esperar na misericórdia de Cristo. Jovens, a defesa da fé começa dentro de nós. Não dá para lutar contra os ataques externos se a nossa vida espiritual está fraca. Por isso, invistam na sua fé, orem, leiam a Palavra, busquem a Deus, porque é assim que vocês estarão preparados para defender a fé que receberam.

  1. Cuidado com os outros

Da Lição A receita só estará completa se, também, houver cuidado com os outros que já foram enganados pelo mal. Por isso, em tom dramático, de apelo, Judas conclama que nos apiedemos dos que estão na dúvida (Jd 22). Encontrar-se em dúvida é algo terrível, pois está escrito que aquele que duvida nada receberá do Senhor (Tg 1.6,7). Judas aumenta a gravidade da situação, lembrando que os duvidosos rumam para o Inferno, razão pela qual exorta a que os salvemos, “arrebatando-os do fogo” (v. 23).

Explicação do Pastor Irmãos, a defesa da fé não é apenas individual; ela também envolve o cuidado com os outros. Judas nos conclama a nos apiedarmos dos que estão em dúvida, porque a dúvida é algo terrível, e aqueles que duvidam rumam para o Inferno. Por isso, ele exorta a que os salvemos, arrebatando-os do fogo.

Jovens, vocês conhecem alguém que está em dúvida, que está sendo enganado pelo mal, que está se afastando de Deus? Tenham compaixão, orem por eles, falem com eles, ajudem-nos a voltar para o caminho. A nossa fé não é apenas para nós; ela é para compartilhar, para ajudar aqueles que estão caindo. Sejam instrumentos de Deus para arrebatar os duvidosos do fogo, porque essa é uma parte essencial da luta pela fé.

CONCLUSÃO

Da Lição A apologia (defesa) da fé cristã é urgente para os dias de hoje e deve ser feita em amor, mas sem amenizar a firmeza das Escrituras. Essa defesa é desempenhada contra ataques externos, porém, é ainda mais fundamental para contra-atacar as investidas internas, dos falsos mestres. Que o Senhor nos dê sabedoria para combater este combate e vencer a dúvida.

Explicação do Pastor Meus amados juvenis, ao encerrarmos este trimestre, quero deixar uma palavra de exortação no seu coração. A defesa da fé cristã é urgente para os dias de hoje. Ela deve ser feita em amor, mas sem amenizar a firmeza das Escrituras. Essa defesa é necessária contra os ataques externos, mas é ainda mais fundamental para contra-atacar as investidas internas dos falsos mestres. Jovens, vocês são a geração que precisa lutar pela fé.

Não se calem diante das mentiras, não se deixem enganar pelos falsos mestres, não permitam que a dúvida roube a sua fé. Edifiquem-se na fé, orem no Espírito, conservem-se no amor de Deus e esperem na misericórdia de Cristo. E tenham compaixão daqueles que estão em dúvida, ajudando-os a voltar para o caminho. Que o Senhor nos dê sabedoria para combater este combate e vencer a dúvida, permanecendo firmes na fé até o fim.

TEXTO EXTRA

Meus queridos irmãos, ao meditarmos nesta lição de encerramento, somos levados a compreender que a fé cristã é um tesouro precioso que precisa ser defendido e guardado. A Epístola de Judas nos mostra que a fé verdadeira é constantemente atacada, tanto de fora quanto de dentro da igreja, e que precisamos estar preparados para lutar por ela. Os falsos mestres se infiltram no meio do povo de Deus com aparência de piedade, mas os seus frutos são de destruição.

Por isso, precisamos conhecer a Palavra de Deus, edificar-nos na fé, orar no Espírito Santo e permanecer firmes no amor de Deus. A defesa da fé não é uma tarefa opcional; é uma necessidade urgente para os nossos dias. E essa defesa deve ser feita em amor, mas sem amenizar a firmeza das Escrituras, porque a verdade de Deus não muda e não pode ser negociada.

Portanto, quero convidar cada um de vocês a renovar o seu compromisso de lutar pela sua fé neste dia. Não se deixem enganar pelos falsos mestres, não permitam que a dúvida roube a sua confiança em Deus, não se conformem com os ataques do mundo. Edifiquem-se na fé, investindo no seu crescimento espiritual. Orem no Espírito Santo, no poder e na força de Deus. Conservem-se no amor de Deus e esperem na misericórdia de Cristo.

E, acima de tudo, tenham compaixão daqueles que estão em dúvida, ajudando-os a voltar para o caminho da vida. A luta pela fé é constante, mas a vitória é certa para aqueles que permanecem firmes em Cristo. Que o Senhor, que é poderoso para nos guardar de tropeçar e nos apresentar irrepreensíveis diante da sua glória, fortaleça a sua fé e o ajude a vencer todas as batalhas, até o dia em que veremos o nosso Rei face a face. Amém!

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