Lição 2 Adultos: A Igreja de Jerusalém: Um Modelo a Ser Seguido/ EBD 3 Trimestre 2025

Lição 13 Adultos: "Assembleia de Jerusalém" / EBD 3 Trimestre 2025

CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA

  1. JEOVANE SANTOS.

DESCOMPLICADA: LIÇÃO 2 ADULTOS: ” A Igreja de Jerusalém: Um Modelo a Ser Seguido”.

TEXTO ÁUREO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (At 2.42)

VERDADE PRÁTICA

A Igreja de Jerusalém, como igreja-mãe, tornou-se exemplo para as demais. Um modelo a ser seguido por todas as igrejas verdadeiramente bíblicas.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.37-47

Introdução

Da Lição:

Por ser a Igreja-mãe, Jerusalém torna-se o modelo para as demais igrejas que foram implantadas. É de Jerusalém que partem as decisões que buscam, por exemplo, disciplinar e padronizar determinadas práticas cristãs. A igreja de Jerusalém já nasce forte! Sendo de origem divina, cheia do Espírito Santo e supervisionada pelos apóstolos, essa igreja é bem alicerçada. Isso fica claro no ministério da Palavra, a quem os apóstolos se devotaram inteiramente, e ao exercício dos diversos dons que abundavam no seu meio. É, portanto, uma igreja da Palavra e do Espírito. E mais: é uma igreja onde a observância das ordenanças de Cristo é praticada na esfera do culto cristão. Assim, a igreja cristã primitiva exibe marcas que se tornaram um padrão para todas as igrejas em todas as épocas e lugares.

Explicação do Pastor:

A Igreja de Jerusalém é um exemplo vivo daquilo que Deus deseja para Sua igreja em todas as épocas. Ela não foi apenas a primeira igreja cristã, mas também um modelo de como a igreja deve ser em sua essência. Desde o início, ela foi marcada por características que a tornaram forte e relevante: sua origem divina, o poder do Espírito Santo, o compromisso com a Palavra e a supervisão dos apóstolos.

Essa igreja nasceu sob o impacto do Pentecostes, cheia do Espírito Santo, e foi fundamentada na Palavra de Deus. Isso nos ensina que uma igreja saudável precisa equilibrar a ação do Espírito com o ensino da Palavra. Não é suficiente ter apenas emoção e fervor; é necessário também ter doutrina sólida e prática cristã.

Além disso, a Igreja de Jerusalém era uma igreja que vivia intensamente as ordenanças de Cristo, como o batismo e a Ceia do Senhor, e que se dedicava à comunhão e à oração. Essas marcas mostram que uma igreja não é apenas um lugar de encontros religiosos, mas uma comunidade viva, onde a Palavra de Deus é ensinada, o Espírito Santo é honrado e os relacionamentos são fortalecidos.

Por fim, a Igreja de Jerusalém nos ensina que uma igreja relevante é aquela que se torna um modelo para outras. Ela não apenas cuidava de si mesma, mas também influenciava outras comunidades cristãs, sendo uma referência de fé, prática e organização. Hoje, somos desafiados a olhar para esse modelo e buscar aplicar seus princípios em nossas igrejas, para que sejamos comunidades que refletem a glória de Deus e proclamam o Evangelho com poder.

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I – Uma Igreja com Sólidos Alicerces

  1. Uma igreja com fundamento doutrinário
  • Da Lição:
    A Igreja de Jerusalém era uma igreja bem doutrinada. Lucas diz que, antes de ascender aos céus, Cristo deu “mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera” (At 1.2). Uma igreja genuinamente cristã reflete a prática e os ensinos dos apóstolos. É exatamente isso o que o livro de Atos diz da primeira igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Uma igreja só pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo.

Explicação do Pastor:
O fundamento doutrinário é o alicerce de qualquer igreja genuinamente cristã. A Igreja de Jerusalém não era apenas uma comunidade de pessoas reunidas, mas um grupo comprometido com os ensinos de Cristo, transmitidos pelos apóstolos. Isso nos ensina que a doutrina não é algo secundário, mas essencial para a saúde espiritual da igreja.

Uma igreja bem doutrinada é aquela que ensina a Palavra de Deus de forma clara, profunda e prática. Não se trata apenas de transmitir informações, mas de formar discípulos que refletem o caráter de Cristo em suas vidas. A doutrina é o que dá direção à igreja, protegendo-a de erros e fortalecendo-a em tempos de crise.

Hoje, muitas igrejas enfrentam desafios porque negligenciam o ensino bíblico ou o substituem por mensagens superficiais e centradas no homem. Precisamos resgatar o compromisso com a Palavra de Deus, ensinando-a de forma fiel e aplicando-a à vida cotidiana. Quando a igreja é fundamentada na doutrina, ela se torna um lugar de transformação, onde as pessoas são moldadas à imagem de Cristo.

  1. “Perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42)
  • Da Lição:
    A expressão diz muito sobre o processo de discipulado da Igreja de Jerusalém. Era uma igreja bem doutrinada e, portanto, bem discipulada. A palavra “doutrina” traduz o termo grego dídaché, que significa “ensinar” e “instruir”. Tem a ver, portanto, com o discipulado cristão. O discípulo é alguém que consegue reproduzir, isto é, levar adiante o que aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos aprenderam de Cristo; a Igreja Cristã Primitiva aprendeu dos apóstolos e agora vivia isso a fim de transmitir a outros o que aprendeu. A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.

Explicação do Pastor:
O discipulado é o coração da igreja. A Igreja de Jerusalém não apenas recebia o ensino dos apóstolos, mas também o colocava em prática e o transmitia a outros. Isso nos ensina que a verdadeira doutrina não é apenas teórica, mas prática. O discipulado é um processo contínuo de aprendizado, vivência e transmissão.

Os apóstolos aprenderam diretamente de Cristo, e a Igreja Primitiva aprendeu com os apóstolos. Esse ciclo de ensino e prática é o que mantém a igreja viva e relevante. Quando a igreja falha em discipular, ela perde sua essência e se torna apenas uma organização religiosa.

Hoje, somos desafiados a resgatar o discipulado em nossas igrejas. Precisamos formar discípulos que não apenas conheçam a Palavra, mas que vivam de acordo com ela e a transmitam a outros. O discipulado é o que garante a continuidade da fé e a expansão do Reino de Deus. Assim como a Igreja de Jerusalém perseverava na doutrina, precisamos perseverar no ensino e na prática da Palavra, para que nossas igrejas sejam comunidades saudáveis e frutíferas.

  1. Uma igreja relacional e piedosa
  • Da Lição:
    A Igreja de Jerusalém perseverava na “comunhão” (At 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a palavra grega koinonía, traduzida aqui como “comunhão”, é uma referência às relações interpessoais dos primitivos cristãos. A primeira igreja era, portanto, uma igreja relacional. Assim, perseverar na comunhão tem o sentido de “se dedicar” à construção de bons relacionamentos. Tem a ver com o modo de vida dos crentes. Sem o cultivo de relações interpessoais fortes, a igreja cai em um mero ativismo. Há muita atividade, mas sem o calor humano que caracteriza a verdadeira vida cristã.

A mesma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão era a mesma igreja que vivia em oração (At 2.42). A Igreja de Jerusalém orava! Assim, Pedro e João foram ao templo na hora nona de oração (At 3.1); os apóstolos estabeleceram como prática dedicar-se à oração (At 6.4) e a igreja reunida na casa de Maria, mãe de Marcos, se dedicava à oração (At 12.5).

Explicação do Pastor:
A comunhão e a oração são os pilares que sustentam uma igreja viva. A Igreja de Jerusalém não era apenas um grupo de pessoas reunidas, mas uma verdadeira família espiritual. Eles cultivavam relacionamentos saudáveis, baseados no amor de Cristo, e dedicavam tempo à oração, buscando a direção e o poder de Deus.

A comunhão cristã vai além de encontros sociais; ela é um reflexo do amor de Deus em nossas vidas. Quando a igreja vive em comunhão, ela se torna um lugar de acolhimento, cuidado e edificação mútua. Além disso, a oração é o combustível que mantém a igreja conectada com Deus e capacitada para cumprir sua missão. Sem comunhão e oração, a igreja se torna fria, mecânica e sem vida.

Precisamos resgatar esses valores, criando comunidades onde as pessoas se sintam amadas, valorizadas e parte de uma família espiritual. Uma igreja relacional e piedosa é aquela que reflete o amor de Cristo em suas ações e que busca a presença de Deus com sinceridade e dedicação.

II – Uma Igreja Observadora dos Símbolos Cristãos

  1. O Batismo
  • Da Lição:
    Após o primeiro sermão do apóstolo Pedro na igreja de Jerusalém, e como resposta a uma pergunta, ele disse ao povo: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados” (At 2.38). Naquela época, a primeira igreja batizava quem se convertia. Ela sabia que o batismo era uma das ordenanças de Jesus e que ele era um dos principais símbolos da fé cristã (Mc 16.16).

O batismo era um dos primeiros passos da fé cristã, um rito de entrada para a nova vida em Cristo. Mas para ser batizado, a pessoa precisava ter se arrependido dos seus pecados e crido em Jesus. Era preciso ter consciência do sentido desse símbolo de fé. Assim, o batismo era um testemunho público de que a pessoa havia se convertido. Por meio dele, os cristãos de Jerusalém mostravam ao mundo que sua vida agora era diferente, que eles tinham uma nova vida em Cristo.

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Explicação do Pastor:
O batismo é um dos símbolos mais importantes da fé cristã, pois representa o início de uma nova vida em Cristo. Ele não é apenas um rito ou uma cerimônia religiosa, mas um ato de obediência e um testemunho público de transformação. Na Igreja de Jerusalém, o batismo era realizado como um dos primeiros passos da caminhada cristã, mostrando que a conversão genuína sempre resulta em um compromisso público com Cristo.

Pedro, ao pregar no dia de Pentecostes, deixou claro que o batismo estava diretamente ligado ao arrependimento e ao perdão dos pecados. Isso nos ensina que o batismo não é um ato mecânico ou vazio, mas um símbolo profundo de uma mudança interior. Ele aponta para a morte do velho homem e o nascimento de uma nova vida em Cristo, como Paulo explica em Romanos 6.4: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

Hoje, precisamos resgatar o significado do batismo em nossas igrejas. Ele não deve ser tratado como um simples ritual, mas como uma declaração de fé e compromisso com Cristo. É um momento em que o cristão testemunha ao mundo que sua vida foi transformada pelo poder do Evangelho. Assim como na Igreja de Jerusalém, o batismo deve ser um marco na vida de cada crente, lembrando-o de sua nova identidade em Cristo e de sua missão como discípulo.

  1. A Ceia do Senhor
  • Da Lição:
    A Ceia do Senhor é a outra ordenança dada por Jesus e que foi observada pela igreja de Jerusalém. “E perseveravam… no partir do pão” (At 2.42). A maioria dos estudiosos concorda que esse texto é uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos.

Donald Gee, um dos principais mestres do pentecostalismo britânico, disse que, quando tomada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé; ao próprio centro do Evangelho; ao objeto supremo do amor de Deus. Portanto, quão abençoado é esse “partir do pão”! Parece provável que os primeiros cristãos, combinando essa ordenança simples com a “festa do amor” de sua refeição comum, lembravam assim a morte do Senhor “todos os dias” (At 2.42-46).

Explicação do Pastor:
A Ceia do Senhor é um dos momentos mais profundos e significativos da vida cristã. Ela nos leva ao centro do Evangelho, lembrando-nos do sacrifício de Cristo na cruz e da nova aliança que Ele estabeleceu com Seu sangue. Na Igreja de Jerusalém, a Ceia era observada com reverência e regularidade, como um ato de adoração e comunhão com Deus e com os irmãos.

O “partir do pão” mencionado em Atos 2.42 não era apenas uma refeição comum, mas um momento de profunda reflexão e celebração. Os cristãos primitivos entendiam que a Ceia do Senhor não era apenas um ritual, mas uma oportunidade de renovar sua fé, confessar seus pecados e reafirmar seu compromisso com Cristo. Donald Gee estava certo ao afirmar que a Ceia nos leva ao coração da nossa fé, pois ela nos lembra do amor supremo de Deus, demonstrado no sacrifício de Jesus.

Além disso, a Ceia do Senhor é um momento de unidade. Quando a igreja se reúne para participar da Ceia, ela declara que é um só corpo em Cristo. É um momento de comunhão, onde as diferenças são deixadas de lado e todos se unem em torno da mesa do Senhor.

Hoje, precisamos resgatar a reverência e o significado da Ceia do Senhor em nossas igrejas. Ela não deve ser tratada como uma formalidade ou um evento rotineiro, mas como um momento de adoração, gratidão e renovação espiritual. Assim como na Igreja de Jerusalém, a Ceia deve ser um lembrete constante do sacrifício de Cristo e um convite para vivermos em santidade e comunhão com Deus e com os irmãos.

III – Uma Igreja Modelo

  1. Uma igreja reverente e cheia de dons
  • Da Lição:
    É dito da igreja de Jerusalém: “Em cada alma havia temor” (At 2.43). A palavra grega traduzida como “temor” é phóbos, que também significa “reverência, respeito pelo sagrado”. Havia um forte sentimento da presença de Deus! Havia um clima da presença do sagrado, do que é santo, o mesmo sentido que teve Moisés quando o Senhor o mandou tirar os sapatos dos pés porque o lugar “é terra santa” (Êx 3.5).

Precisamos aprender com a primeira igreja! Não podemos perder o respeito pelo sagrado. Lucas destaca que “muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.43). “Sinais (gr. Téras) e maravilhas (gr. Sémeíon)” são as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Rm 15.19). Os dons espirituais ornamentavam a igreja cristã primitiva.

Explicação do Pastor:
A reverência pelo sagrado é uma das marcas mais profundas da Igreja de Jerusalém. O temor mencionado em Atos 2.43 não era medo, mas um profundo respeito pela presença de Deus. Esse sentimento de reverência criava um ambiente onde o Espírito Santo podia agir de forma poderosa, manifestando sinais e maravilhas por meio dos apóstolos.

Hoje, muitas igrejas enfrentam o desafio de manter o equilíbrio entre a liberdade no Espírito e o respeito pelo sagrado. Em um mundo onde o secularismo tem invadido até mesmo os espaços de culto, precisamos resgatar o senso de reverência que caracterizava a Igreja Primitiva. Quando reconhecemos a santidade de Deus e tratamos Seu nome, Sua Palavra e Sua obra com respeito, criamos um ambiente onde Sua presença é manifesta de forma poderosa.

Além disso, os dons espirituais eram uma característica marcante da Igreja de Jerusalém. Eles não eram vistos como um fim em si mesmos, mas como ferramentas para edificar a igreja e glorificar a Deus. Os “sinais e maravilhas” não eram apenas demonstrações de poder, mas evidências da ação do Espírito Santo na vida da comunidade. Isso nos ensina que os dons espirituais devem ser buscados e utilizados com humildade e propósito, sempre para a edificação do Corpo de Cristo.

A Igreja de Jerusalém nos desafia a viver com reverência e a buscar a manifestação dos dons espirituais em nossas comunidades. Quando tratamos o sagrado com respeito e nos abrimos para a ação do Espírito, experimentamos a presença de Deus de forma transformadora.

  1. Uma igreja acolhedora
  • Da Lição:
    Dentre as muitas marcas de uma igreja relevante, o acolhimento aparece como uma das suas principais. Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. A Igreja de Jerusalém é um modelo de igreja acolhedora. Além de estarem juntos, o texto bíblico diz que naquela igreja “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44).

Não é fácil partilhar, muito menos acolher. A nossa tendência é nos fechar em nosso mundo e deixar de fora quem achamos ser inconveniente. Numa igreja acolhedora, os membros se sentem acolhidos e parte do grupo.

Explicação do Pastor:
O acolhimento é uma das marcas mais importantes de uma igreja saudável. A Igreja de Jerusalém era um exemplo de comunidade acolhedora, onde os membros viviam em unidade e compartilhavam suas vidas. Eles não apenas estavam juntos fisicamente, mas também emocional e espiritualmente. Esse senso de unidade e partilha é uma expressão prática do amor de Cristo.

Vivemos em uma sociedade marcada pelo individualismo, onde as pessoas estão cada vez mais isoladas e desconectadas. A Igreja de Jerusalém nos ensina que a verdadeira comunhão cristã vai além de palavras e gestos superficiais. Ela envolve abrir nossas vidas e nossos corações para os outros, acolhendo-os com amor e generosidade.

O texto de Atos 2.44 nos desafia a superar nossas barreiras pessoais e culturais para criar um ambiente onde todos se sintam bem-vindos e valorizados. Isso não é fácil, pois exige sacrifício, empatia e disposição para lidar com as diferenças. No entanto, quando a igreja é acolhedora, ela se torna um reflexo do amor de Cristo e um lugar onde as pessoas encontram cura, restauração e propósito.

Precisamos nos perguntar: nossas igrejas são lugares onde as pessoas se sentem acolhidas e amadas? Estamos dispostos a compartilhar nossas vidas e recursos com aqueles que estão ao nosso redor? A Igreja de Jerusalém nos desafia a viver uma comunhão verdadeira, onde o amor de Cristo é demonstrado de forma prática e transformadora.

  1. Uma igreja adoradora
  • Da Lição:
    A Igreja de Jerusalém era também uma igreja adoradora: “louvando a Deus” (At 2.47). “Louvando” traduz o verbo grego aineo. É o mesmo termo usado para se referir aos anjos e pastores que louvavam a Deus por ocasião do nascimento de Jesus (Lc 2.13,20); é usado também para descrever o paralítico que louvava a Deus depois que foi curado junto à Porta Formosa do Templo (At 3.8).

É, portanto, uma expressão de júbilo e de gratidão. Louvar é muito mais que simplesmente “cantar”; é uma expressão de rendição e total entrega! É o reconhecimento da grandeza de Deus e de seus poderosos feitos.

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Explicação do Pastor:
A adoração é o coração da vida cristã. A Igreja de Jerusalém era uma igreja que vivia em constante louvor e gratidão a Deus. O louvor mencionado em Atos 2.47 não era apenas um ato externo, mas uma expressão genuína de júbilo e rendição. Eles reconheciam a grandeza de Deus e Seus feitos poderosos, e isso os levava a adorar com sinceridade e intensidade.

Louvar a Deus é muito mais do que cantar hinos ou participar de um culto. É uma atitude do coração, uma expressão de gratidão e reconhecimento de quem Deus é e do que Ele tem feito. A Igreja de Jerusalém nos ensina que a adoração deve ser central em nossas vidas e em nossas igrejas. Quando adoramos a Deus de forma genuína, experimentamos Sua presença de maneira transformadora.

Além disso, a adoração é um testemunho poderoso para o mundo. Quando a igreja vive em louvor e gratidão, ela reflete a glória de Deus e atrai outros para Cristo. A Igreja de Jerusalém era uma igreja adoradora, e isso a tornava um farol de luz em meio à escuridão.

Hoje, somos desafiados a resgatar a essência da adoração em nossas igrejas. Precisamos ir além da superficialidade e buscar uma adoração que seja sincera, profunda e transformadora. Que nossas vidas sejam um louvor contínuo a Deus, refletindo Sua glória e proclamando Sua grandeza ao mundo.

Conclusão

  • Da Lição:
    Vimos, nesta lição, algumas características que marcaram a primeira igreja. Frequentemente, nos referimos a ela como a “Igreja Primitiva”. Vemos como sendo uma igreja ideal, modelo para todas as outras. De fato, ela é a igreja-mãe. Isso, contudo, não significa dizer que a igreja de Jerusalém não tivesse problemas. Pelo contrário, veremos em outras lições, que havia alguns bem desafiadores. Nada, contudo, que tire o seu brilho e nos impeça de nos espelharmos nela.

Explicação do Pastor:
A Igreja de Jerusalém é, sem dúvida, um modelo para todas as igrejas em todas as épocas. Ela nos inspira a buscar uma vida cristã autêntica, fundamentada na Palavra, cheia do Espírito Santo e marcada pela comunhão, oração, adoração e acolhimento. No entanto, é importante lembrar que, apesar de ser um exemplo, a Igreja de Jerusalém também enfrentava desafios e problemas. Isso nos ensina que não existem igrejas perfeitas, mas existem igrejas comprometidas com o propósito de Deus.

O que torna a Igreja de Jerusalém especial não é a ausência de dificuldades, mas a forma como ela vivia os princípios do Evangelho. Mesmo diante de desafios, ela perseverava na doutrina, na comunhão, na oração e na adoração. Isso nos mostra que o segredo de uma igreja saudável não está em evitar problemas, mas em permanecer fiel a Cristo e aos Seus ensinamentos.

Hoje, somos chamados a olhar para a Igreja de Jerusalém como um espelho. Ela nos desafia a sermos igrejas que refletem o amor de Cristo, que vivem em comunhão verdadeira e que buscam a presença de Deus com reverência e dedicação. Que possamos aprender com suas virtudes e também com seus desafios, aplicando seus princípios em nossas comunidades.

Por fim, que cada um de nós, como membros do Corpo de Cristo, se comprometa a viver de forma que nossa igreja local também seja um modelo de fé, amor e serviço. Assim como a Igreja de Jerusalém brilhou em sua geração, que nossas igrejas brilhem hoje, proclamando o Evangelho e glorificando o nome de Deus em tudo o que fazemos.

TEXTO EXTRA:

A Igreja de Jerusalém é um exemplo marcante de como a igreja deve ser em sua essência. Como a igreja-mãe, ela se tornou um modelo para todas as outras, destacando-se por sua origem divina, cheia do Espírito Santo e fundamentada na Palavra de Deus. Desde o início, ela foi marcada por características que a tornaram forte e relevante, como a perseverança na doutrina dos apóstolos, a comunhão genuína, a oração constante e a observância das ordenanças de Cristo.

O batismo era um dos primeiros passos da fé cristã, simbolizando o arrependimento e o início de uma nova vida em Cristo. Já a Ceia do Senhor era observada com reverência, lembrando os cristãos do sacrifício de Jesus e renovando sua fé e compromisso com o Evangelho. Além disso, a Igreja de Jerusalém era conhecida por seu profundo respeito pelo sagrado, vivendo em temor a Deus e experimentando a manifestação dos dons espirituais por meio de sinais e maravilhas.

Outro aspecto marcante era o acolhimento. A igreja vivia em unidade, compartilhando recursos e cuidando uns dos outros, criando um ambiente onde todos se sentiam valorizados. Além disso, era uma igreja adoradora, que vivia em constante louvor e gratidão a Deus, reconhecendo Sua grandeza e Seus feitos poderosos.

Apesar de ser um modelo, a Igreja de Jerusalém também enfrentava desafios, mostrando que não existem igrejas perfeitas. No entanto, ela permaneceu fiel aos princípios do Evangelho, tornando-se um exemplo de fé, amor e serviço. Hoje, somos chamados a aplicar esses mesmos princípios em nossas comunidades, buscando viver como igrejas saudáveis, fundamentadas na Palavra, cheias do Espírito Santo e comprometidas com a missão de Cristo. Que possamos refletir o amor de Deus e proclamar o Evangelho com poder e graça, assim como fez a Igreja de Jerusalém.

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