Lição 9 Adultos: “Uma Igreja Que Se Arrisca” / EBD 3 Trimestre 2025

Lição 13 Adultos: "Assembleia de Jerusalém" / EBD 3 Trimestre 2025

CANAL DESCOMPLICANDO A TEOLOGIA

  1. JEOVANE SANTOS.

DESCOMPLICADA: LIÇÃO 09 ADULTOS: Uma Igreja Que Se Arrisca“.

INTRODUÇÃO

Da Lição:
Na lição de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a vida de Estêvão, um dos sete escolhidos para a diaconia (At 6.1-7).

Quando lemos esse texto do Livro de Atos, logo percebemos que estamos diante de uma pessoa extraordinária – de grande fé, cheio do Espírito Santo e de sabedoria. Um autêntico cristão destemido! Estêvão é um modelo para todo cristão e, sem dúvida, serve de modelo para a Igreja do Senhor.

Observamos que a perseguição a Estêvão e seu consequente martírio marcam um momento decisivo na história da igreja cristã quando a igreja sai para fora dos muros de Jerusalém para alcançar o mundo.

Estava tendo, portanto, cumprimento das palavras de Jesus de que a Igreja seria testemunha tanto em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra. Atos 8.1 marca o início daquilo que foi anunciado em Atos 1.8.

Explicação do Pastor:
A introdução desta lição nos apresenta Estêvão, um homem que personifica o que significa ser um verdadeiro discípulo de Cristo. Ele não era apenas um diácono encarregado de tarefas administrativas ou sociais na igreja primitiva.

Estêvão era um homem cheio de fé, sabedoria e do Espírito Santo, características que o tornaram um exemplo de coragem, dedicação e fidelidade. Sua vida nos ensina que o chamado cristão vai muito além de funções ou cargos; ele envolve um compromisso total com Deus, mesmo diante de perseguições e adversidades.

O martírio de Estêvão marca um ponto de virada na história da igreja. Até aquele momento, a igreja estava concentrada em Jerusalém, mas, com sua morte, vemos o início da expansão do Evangelho para além dos muros da cidade, cumprindo a ordem de Jesus em Atos 1.8.

Isso nos mostra que, muitas vezes, o crescimento da igreja vem acompanhado de desafios e sacrifícios. A perseguição não destrói a igreja; pelo contrário, ela a fortalece e a impulsiona a cumprir sua missão.

Estêvão também nos ensina que a verdadeira fé cristã não é passiva. Ele não apenas servia às mesas, mas também defendia a fé com sabedoria e ousadia. Sua vida é um lembrete de que todo cristão é chamado a ser uma testemunha de Cristo, mesmo que isso signifique enfrentar oposição ou até mesmo o martírio.

Ele nos desafia a sair de nossa zona de conforto e a nos arriscarmos pelo Evangelho, confiando que Deus está no controle de todas as coisas.

 I – ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM SUA FÉ CONTESTADA

  1. Aprendendo com Estêvão

Da Lição:
Com Estêvão, em Atos 6 e 7, aprendemos que a fé cristã sempre será questionada. Ele enfrentou oposição, e todo cristão também enfrentará. A fé será colocada à prova, sem espaço para indecisão. Além disso, Estêvão nos ensina que todo cristão deve saber defender sua fé.

Explicar e sustentar as crenças cristãs é uma responsabilidade da Igreja, e cada crente precisa entender no que acredita e como responder a desafios. No entanto, em um mundo que muitas vezes se opõe ao cristianismo, não basta apenas defender a fé; é preciso estar preparado até mesmo para enfrentar perseguições.

Estêvão é um exemplo de coragem, mostrando que tanto o cristão quanto a Igreja devem estar dispostos a permanecer firmes, mesmo que isso signifique perder a liberdade ou até a própria vida.

Explicação do Pastor:
A vida de Estêvão nos ensina que a fé cristã não é algo passivo ou sem desafios. Desde os primeiros dias da igreja, a fé foi questionada, e isso continua sendo uma realidade até hoje. Estêvão enfrentou oposição não porque estava errado, mas porque sua fé e suas ações confrontavam o sistema religioso e cultural da época.

Isso nos mostra que, como cristãos, devemos estar preparados para defender a nossa fé com sabedoria e coragem.

Defender a fé não é apenas uma tarefa para pastores ou líderes, mas para todo cristão. Cada um de nós deve conhecer as bases da nossa crença e estar pronto para explicar e sustentar aquilo em que acreditamos.

No entanto, Estêvão nos lembra que essa defesa pode ter um custo. Ele não apenas defendeu sua fé, mas também estava disposto a morrer por ela. Isso nos desafia a refletir: estamos prontos para permanecer firmes, mesmo quando nossa fé é contestada?

  1. A fé sob ataque

Da Lição:
Lucas nos conta que, em um momento do ministério de Estêvão, um grupo de judeus helenistas se levantou contra ele. Esses judeus faziam parte da Diáspora, ou seja, eram pessoas que tinham se espalhado por outras regiões, fora do território de Israel.

Eles não concordaram com o que Estêvão estava ensinando e começaram a se opor ao seu trabalho (At 6.9). Esse levante aconteceu logo após Estêvão fazer “prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6.8).

É interessante observar que o verbo grego usado aqui, anistemí, com o sentido de “levantar”, é o mesmo verbo usado por Marcos quando disse que houve testemunhas falsas que se levantaram para acusar Jesus (Mc 14.57).

Anteriormente, Cristo já fora atacado no seu ministério terreno, agora o ciclo se repetia com seus seguidores. A fé cristã sempre será alvo e objeto de ataque. Se a igreja é verdadeiramente cristã, sempre haverá em algum lugar um levante.

Neste episódio, o levante fora motivado por conta da inveja que os religiosos sentiram ao verem suas sinagogas esvaziadas por motivo das pessoas se renderem a um Evangelho de poder. Uma igreja bíblica sempre estará sob ataque e terá sua fé contestada.

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Explicação do Pastor:
A oposição que Estêvão enfrentou reflete uma verdade que todo cristão precisa entender: a fé cristã sempre será alvo de ataques. Isso acontece porque o Evangelho confronta o pecado, a religiosidade vazia e os sistemas de poder deste mundo. Assim como Jesus foi atacado e acusado injustamente, seus seguidores também enfrentarão oposição.

No caso de Estêvão, vemos que o levante contra ele foi motivado pela inveja e pelo desconforto que o Evangelho causava. Os judeus helenistas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava, e isso os levou a se levantar contra ele.

Isso nos ensina que, muitas vezes, a oposição à fé cristã não é baseada em argumentos racionais, mas em emoções como inveja, medo e rejeição à verdade.

  1. A disputa com Estêvão

Da Lição:
Uma outra palavra usada nesse texto merece nossa atenção. É o vocábulo suzeteo, traduzido aqui como “disputavam”: “E disputavam com Estêvão” (At 6.9). Os léxicos, ou dicionários de grego-português, observam que este termo era frequentemente usado no contexto de discussões religiosas ou filosóficas, onde diferentes pontos de vistas estavam sendo examinados ou desafiados.

Era uma forma de debater ideias e impor aos outros sua forma de enxergar as coisas. Em outras palavras, os judeus helenistas não estavam simplesmente “discutindo” com Estêvão, isto é, batendo boca, mas procurando, a todo custo, sobrepor sua cosmovisão através de uma narrativa bem construída.

Explicação do Pastor:
A palavra suzeteo nos mostra que a oposição a Estêvão não era superficial. Os judeus helenistas estavam engajados em um debate profundo, tentando impor suas ideias e desacreditar o que Estêvão estava ensinando.

Isso nos ensina que, muitas vezes, a oposição à fé cristã vem de pessoas bem articuladas, que usam argumentos sofisticados para tentar minar a verdade do Evangelho.

Estêvão, no entanto, não se intimidou. Ele respondeu com sabedoria e poder, mostrando que estava preparado para defender sua fé. Isso nos desafia a sermos cristãos que não apenas creem, mas que também sabem explicar e sustentar aquilo em que acreditam. A apologética, ou defesa da fé, é uma responsabilidade de todos nós, e precisamos estar prontos para responder com mansidão e respeito (1Pe 3.15).

  1. A falsa narrativa

Da Lição:
A Igreja sempre teve de lidar e combater as falsas narrativas. Nos dias de Jesus, Ele foi acusado de enganar o povo (Jo 7.12); quando Ele ressuscitou, criaram a narrativa de que seu corpo havia sido roubado pelos discípulos (Mt 28.13).

O apóstolo Paulo foi acusado de pregar contra os decretos de César (At 17.7) e, pelo fato de pregar a respeito de Jesus e da ressurreição, o acusaram de pregar “deuses estranhos” (At 17.18). Hoje não é diferente. A igreja luta em várias frentes com falsas narrativas que a todo custo querem minar o seu testemunho e desacreditá-la.

Explicação do Pastor:
As falsas narrativas sempre foram uma arma usada contra a igreja. Desde os dias de Jesus até hoje, vemos como mentiras e distorções são usadas para desacreditar o Evangelho e minar o testemunho cristão. No caso de Estêvão, falsas testemunhas foram subornadas para acusá-lo de blasfêmia. Isso nos mostra que a oposição à fé cristã muitas vezes não é justa ou honesta, mas baseada em mentiras e manipulações.

Hoje, a igreja continua enfrentando falsas narrativas que tentam desacreditá-la. Acusações de intolerância, manipulação ou irrelevância são comuns, e precisamos estar preparados para responder a essas mentiras com verdade e amor. Assim como Estêvão, devemos permanecer firmes, confiando que Deus é a nossa justiça.

 II – ESTÊVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE SUA FÉ

  1. Deus na história do seu povo

Da Lição:
Estêvão é conhecido como o primeiro defensor da fé cristã e o primeiro mártir da Igreja. Ele faz uma defesa apaixonada da fé, usando a própria história do povo de Israel como base.

No capítulo 7 do livro de Atos, encontramos seu discurso completo, no qual, guiado pelo Espírito Santo, ele não apenas mostra como Deus sempre agiu na história do seu povo, mas também revela o propósito principal dessa história: provar que Jesus é o Cristo.

Durante sua fala, Estêvão menciona grandes nomes como Abraão, José e Moisés, destacando que todos eles viveram na esperança da vinda do Messias, que mesmo sendo tão esperado, acabou rejeitado. A defesa de Estêvão nos ensina que toda explicação e defesa da fé cristã – a chamada apologética – deve sempre ter um objetivo central: apontar para Jesus Cristo.

Explicação do Pastor:
A defesa de Estêvão é um exemplo brilhante de como a história bíblica pode ser usada para apontar para Cristo. Ele não apenas conhecia as Escrituras, mas também compreendia o propósito central de toda a narrativa bíblica: revelar Jesus como o Messias prometido.

Ao mencionar figuras como Abraão, José e Moisés, Estêvão mostrou que Deus estava conduzindo a história do seu povo para culminar na vinda de Cristo. Isso nos ensina que a apologética cristã não é apenas sobre argumentos racionais, mas sobre mostrar como toda a história de Deus aponta para a salvação em Jesus.

Estêvão também nos desafia a sermos defensores da fé que conhecem profundamente as Escrituras. Ele não se limitou a responder às acusações contra ele, mas aproveitou a oportunidade para pregar o Evangelho.

Isso nos lembra que, ao defendermos nossa fé, nosso objetivo principal deve ser sempre apontar para Cristo, mostrando que Ele é a resposta para todas as perguntas e a solução para todos os problemas.

  1. Corações endurecidos

Da Lição:
Concluindo sua defesa da fé, Estêvão disse: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais” (At 7.51). Mesmo diante dos fatos apresentados por Estêvão em uma defesa suficientemente convincente, seus adversários preferiram ignorar.

Na verdade, ninguém convence quem não quer ser convencido. Deus não força ninguém a crer, nem tampouco o condena sem lhe dar, antes, oportunidade. O texto mostra que o Espírito Santo não tem espaço em corações endurecidos.

Explicação do Pastor:
A conclusão do discurso de Estêvão é um dos momentos mais marcantes de sua defesa. Ele não hesitou em confrontar seus acusadores, chamando-os de “homens de dura cerviz” e “incircuncisos de coração e ouvido”.

Essas palavras, embora duras, revelam a verdade sobre a resistência deles ao Espírito Santo. Estêvão sabia que, por mais convincente que fosse sua defesa, a decisão de crer ou não dependia do coração de seus ouvintes.

Isso nos ensina que, ao defendermos nossa fé, precisamos estar cientes de que nem todos aceitarão a verdade. Alguns rejeitarão o Evangelho, não por falta de evidências, mas por causa de corações endurecidos.

Deus não força ninguém a crer, mas Ele sempre dá oportunidades para que as pessoas se arrependam e se voltem para Ele. No entanto, o Espírito Santo só pode agir em corações dispostos a ouvir e obedecer.

Estêvão nos desafia a sermos fiéis na proclamação do Evangelho, mesmo quando enfrentamos rejeição. Ele nos lembra que nosso papel é semear a Palavra, mas a conversão é obra do Espírito Santo. Mesmo diante de corações endurecidos, devemos continuar pregando com amor e coragem, confiando que Deus está no controle.

III – ESTÊVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA

  1. Contemplando a vitória da cruz

Da Lição:
Diante de um grupo enfurecido (At 7.54), Estêvão contemplou a glória de Deus: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56). Uma igreja que contempla o Cristo glorificado não nega a sua fé, pois ela contempla a vitória da cruz.

Assim como Estêvão, o apóstolo Paulo demonstrou estar pronto não somente para sofrer pelo nome de Jesus, mas morrer por Ele (At 21.13). Uma igreja que mantém seus olhos no Cristo glorificado não tem nada a temer.

Explicação do Pastor:
A visão de Estêvão nos momentos finais de sua vida é um testemunho poderoso de como a fé cristã transcende as circunstâncias terrenas. Mesmo diante de um grupo enfurecido, pronto para tirar sua vida, ele não desviou seus olhos de Cristo.

Ao contemplar o céu aberto e o Filho do Homem em pé à direita de Deus, Estêvão encontrou força, coragem e paz para enfrentar a morte.

Essa visão nos ensina que, quando mantemos nossos olhos fixos em Cristo, somos capazes de enfrentar qualquer desafio, inclusive o martírio. A vitória da cruz nos lembra que, mesmo em meio à perseguição, a glória de Deus está presente.

Assim como Estêvão, o apóstolo Paulo também demonstrou essa disposição ao afirmar que estava pronto para sofrer e morrer por Jesus (At 21.13). Isso nos desafia a refletir: estamos dispostos a viver e, se necessário, morrer por Cristo?

Uma igreja que contempla o Cristo glorificado é uma igreja que não teme. Ela entende que a vitória já foi conquistada na cruz e que, mesmo diante da morte, há uma coroa da vida reservada para aqueles que permanecem fiéis (Ap 2.10). Estêvão nos mostra que, quando nossos olhos estão no céu, as circunstâncias terrenas perdem seu poder de nos intimidar.

  1. Perdoando o agressor

Da Lição:
A última declaração de Estêvão antes de sua morte é marcante e cheia de significado: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado.

E, tendo dito isto, adormeceu” (At 7.60). Aqui vemos um cristão que não teme a morte porque contempla a coroa da vida (Ap 2.10). Temos aqui a figura de uma igreja que, literalmente, se dá pelo perdido, que se sacrifica por ele. Esse deve ser o modelo a seguir.

Explicação do Pastor:
As palavras finais de Estêvão são um reflexo do próprio coração de Cristo. Assim como Jesus, que na cruz clamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34), Estêvão também intercedeu por aqueles que o apedrejavam. Esse ato de perdão é uma demonstração do amor incondicional que deve caracterizar a vida de todo cristão.

Perdoar os agressores não é uma tarefa fácil, especialmente em momentos de dor e injustiça. No entanto, Estêvão nos mostra que, quando estamos cheios do Espírito Santo, somos capacitados a amar e perdoar até mesmo aqueles que nos perseguem.

Ele não apenas aceitou a morte com coragem, mas também demonstrou compaixão por seus algozes, clamando para que Deus não lhes imputasse aquele pecado.

Essa atitude nos desafia a refletir sobre como temos lidado com aqueles que nos ferem ou nos perseguem. Estamos dispostos a perdoar, mesmo quando somos injustiçados? Estamos dispostos a amar, mesmo quando somos odiados? Estêvão nos lembra que o verdadeiro cristianismo é marcado pelo amor sacrificial, que se dá pelo próximo, mesmo que isso signifique sofrer ou morrer.

 CONCLUSÃO

Da Lição:
Estêvão, um dos sete escolhidos para o trabalho social da primeira igreja, representa o modelo de uma igreja verdadeiramente bíblica. Qualificado, cheio de fé e do Espírito Santo, não teme se posicionar diante de um mundo e de uma cultura contrários.

Não teme o sofrimento e nem mesmo a morte na defesa daquilo que acredita e prega. É o modelo de uma igreja, que em vez de ficar no seu conforto, vai até as últimas consequências, arriscando-se pelo seu Senhor.

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Palavras Finais do Pastor:
A vida e o martírio de Estêvão nos desafiam a viver uma fé autêntica e corajosa. Ele não apenas serviu à igreja com dedicação, mas também defendeu o Evangelho com ousadia, mesmo diante da oposição.

Sua disposição de morrer por Cristo nos lembra que a verdadeira fé não busca conforto ou segurança, mas está disposta a se arriscar pelo Reino de Deus.

Estêvão é um modelo de uma igreja que não se conforma com o mundo, mas que se posiciona com firmeza diante de uma cultura hostil. Ele nos ensina que, para sermos fiéis a Cristo, precisamos estar dispostos a enfrentar perseguições, injustiças e até mesmo a morte.

No entanto, ele também nos mostra que, quando mantemos nossos olhos em Cristo, encontramos força, coragem e paz para enfrentar qualquer desafio.

Que possamos ser uma igreja que segue o exemplo de Estêvão, vivendo com fé, coragem e amor. Que possamos sair do nosso conforto e nos arriscar pelo Evangelho, confiando que Deus está conosco em cada passo do caminho.

TEXTO EXTRA

A lição “Uma Igreja que se Arrisca” nos desafia a refletir sobre o papel da Igreja em momentos de perseguição, desafios e oportunidades de expansão do Reino de Deus. Desde o início, a Igreja de Cristo enfrentou riscos para cumprir sua missão de pregar o Evangelho a todas as nações.

Os primeiros cristãos, movidos pelo Espírito Santo, não hesitaram em arriscar suas vidas para anunciar a mensagem de salvação, mesmo diante de ameaças, perseguições e martírios.

A Igreja Primitiva nos dá um exemplo claro de coragem e ousadia. Em Atos dos Apóstolos, vemos como os discípulos enfrentaram autoridades religiosas e políticas, confiando plenamente na direção do Espírito Santo.

Eles não se intimidaram diante das dificuldades, mas aproveitaram as oportunidades para testemunhar de Cristo. Um exemplo marcante é o apóstolo Paulo, que, mesmo sabendo dos perigos que enfrentaria, não recuou em sua missão de levar o Evangelho até os confins da terra.

Arriscar-se pelo Reino de Deus não significa agir de forma imprudente, mas sim confiar em Deus e obedecer à Sua vontade, mesmo quando isso envolve sacrifícios.

A Igreja que se arrisca é aquela que entende que sua missão é maior do que o conforto ou a segurança pessoal. É uma Igreja que coloca o Reino de Deus em primeiro lugar, disposta a enfrentar desafios para alcançar os perdidos e glorificar a Deus.

Hoje, a Igreja continua sendo chamada a se arriscar. Isso pode significar evangelizar em lugares onde o cristianismo é proibido, defender os valores do Reino em uma sociedade cada vez mais secularizada ou simplesmente sair da zona de conforto para servir ao próximo.

O exemplo da Igreja Primitiva nos inspira a confiar em Deus e a agir com coragem, sabendo que Ele está conosco em todos os momentos.

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